Publicado em Músicas

Show Falamansa

Falamansa é uma banda de forró brasileira que está na ativa desde 1998. Por acaso fiquei sabendo desse show, que ocorreu ontem (dia 02), e resolvi ir lá assisti-los, já que curti muito o som deles na minha infância, além do ingresso estar consideravelmente barato (Camarote R$ 100) e a casa noturna no qual se apresentariam, Invictus Hall (localizada na Av. Professor Luiz Ignácio Anhaia Mello, 2921 – Vila Prudente), ser pequena, o que signficava que eu teria uma boa visão deles no palco.

Fui com a minha mãe (que também possui boas lembranças do som deles), chegamos quase 22:30 (cujo horário informava no voucher que seria aberto os portões), bem animadas e observamos que já possuía uma galera espalhada na calçada do lugar, aguardando para poder entrar também. A liberação das pessoas para que entrassem, atrasou pelo menos meia hora, mas não nos deixamos abater, afinal, qual casa de show não tem problemas técnicos, que atrasam a abertura dos portões, não é mesmo?

Quando enfim pudemos entrar, fomos exatamente a segunda dupla na fila do caixa (na nossa frente, havia apenas um casal) e a atendente responsável por preencher o cadastro, conferir os vouchers e liberar as pulseiras e comandas, era um tanto devagar, levando mais meia hora para conseguir chamar o próximo. Percebemos que também houve um problema técnico (mais um) e que o sistema dela tinha travado, pois outra pessoa precisou ser acionada.

Dadas as circunstâncias, em que já haviam demorado para abrir os portões, esperávamos que a partir do momento em que estivéssemos dentro, as coisas começassem a fluir normalmente, o que infelizmente não aconteceu.

Logo quando entramos, perguntei ao segurança se saberia nos informar qual o horário que o Falamansa entraria no palco e tivemos uma surpresa, não muito boa, quando o mesmo respondeu que seria lá pelas 2h ou 3h da manhã. Tínhamos ido apenas para o show deles e teria feito uma puta diferença se eles tivessem informado esse pequeno detalhe no voucher, mas via-se a ganancia do estabelecimento em fazer com as pessoas chegassem bem mais cedo, para que durante esse tempo consumissem lá dentro, dando maior lucro do que o valor pago no próprio ingresso.

Eu havia comprado o ingresso na área VIP, mas quando soubemos da demora que seria para eles entrarem e que não havia assentos para que aguardássemos confortavelmente, paguei a diferença para que tivéssemos acesso ao camarote, pois lá sim haviam grandes sofás para nos acomodarmos.

Tirei uma fotinho básica para guardar de recordação…

Em Invictus Hall

… e então seguimos para os nossos lugares, afinal, meia hora em pé na entrada e mais meia hora em pé na fila, não nos restou muito ânimo para continuar em pé dançando. Guardamos nossas energias para quando o Falamansa entrasse no palco, o que decepcionantemente aconteceria muitas horas depois, e nos sentamos.

Pedi um drink para mim (a melhor opção que me ocorreu foi caipiroska) e uma porção de frango a passarinho para comermos. Esse frango, minha gente, levou milênios para ficar pronto (e olha que o lugar ainda nem estava cheio). Chegou uma hora depois, quando a banda de abertura já tinha subido ao palco. A moça justificou a demora devido ao frango estar empedrado no gelo, o que, na minha opinião, só mostrava a desorganização da casa, pois sabendo que eles tinham essa opção no cardápio, já deveriam ter deixado mais ou menos no jeito, não é mesmo?

E a caipiroska? Ao longo das 4 horas que permanecemos lá, tomei umas seis e sequer consegui ficar bêbada, justo eu que costumo ficar alegrinha no primeiro copo. Sinal que economizaram na Vodka e que misturaram com água, já que tinha mais gelo do que tudo. As últimas doses que pedi pareciam suco de limão, ou seja, no Invictus você paga por algo e o que recebe é bem inferior ao que foi pedido.

Divulgação: @bandaswing66oficial

A banda de abertura se chamava Swing 66. Confesso que eu nunca tinha ouvido falar, mas realmente eles deram um show. Cantaram todos os tipos de músicas, desde as mais antigas até as atuais (passando até mesmo por Pablo Vittar, Iza, Ludmilla e O Rappa), fizeram um medley dos funks que estão na moda e ainda chamaram uma mulher da plateia para subir ao palco, onde dançou com um dos vocalistas, enquanto eles tocavam uma versão dançante de “Corazón Partío” do Alejandro Sanz. Não contabilizei o tempo exato que eles permaneceram no palco, mas em torno de uma hora e meia, mais tempo que o próprio Falamansa, se você quer saber…

O intervalo entre uma banda e outra foi algo absurdamente demorado. Eu já estava sem paciência com tanta espera e para variar nem consegui ficar bêbada para não perceber tudo isso. Achei que assim que terminassem de preparar o palco para o Falamansa, eles já subiriam, mas ainda teve uma espera de mais ou menos quase meia hora. Eu já estava quase levantando e indo embora. Não sei o que aconteceu (nem se realmente aconteceu algo para demorarem tanto), mas achei uma grande falta de respeito com quem tinha ido até lá só para vê-los e estava recebendo todo aquele chá de cadeira.

O vocalista, Tato, foi o último a subir no palco e já chegou cantando a melhor música deles, que faz sucesso até os dias de hoje: “Xote dos Milagres”. Senti uma emoçãozinha vendo-os tão de perto, cantando ao vivo uma das minhas músicas preferidas, que até me esqueci (momentaneamente) de toda aquela demora para darem o ar da graça. Contudo, após alguns minutos de show, cheguei a conclusão que talvez não tivesse valido tanto a pena ter ido assisti-los.

Com mais de cinco álbuns lançados, eles poderiam ter explorado melhor o próprio repertório, pois cantaram diversas músicas de outros artistas, como se já não tivessem uma infinidade de músicas deles mesmo. “Xote Universitário”, por exemplo, é uma música que gosto muito e sequer foi tocada. Remixaram uma boa parte de suas músicas, deixando-as mais agitadas, quando o legal do som deles é a originalidade da batida do forró mesmo. Sem contar as vezes em que o Tato, numa tentativa de interagir brincando com a plateia, nos fazia gritar coisas como: “Lá lá lá lá”, “Eô” e “Bu” repetidas vezes, como se fôssemos um bando de crianças no show da Xuxa. Patético.  Alguém precisava avisá-lo que aquela brincadeira já tinha ficado chata.

Rindo à Toa”, que eu achei que assim como “Xote dos Milagres” seria uma das primeiras, foi deixada para o final:

Percebi que no decorrer da apresentação, a casa foi ficando mais vazia (principalmente nos camarotes) e me decepcionei por ter me abalado de ir até lá para assistir um show tão meia boca. Fomos embora antes que eles deixassem o palco.

E se já não bastasse as decepções com a casa noturna e com a performance do Falamansa, ainda tivemos uma nova decepção com o vendedor ambulante, pelo qual compramos um lanche na calçada da casa noturna. Pedimos um singelo misto quente, que ao ser servido tinha gosto de tudo, menos de misto quente. Paguei por um lanche que demos uma única mordida e jogamos fora.

É impressionante a ganancia desses vendedores de lanche que ficam em porta de balada, casas noturnas e etc. Fazem um lanche com o pior que há no quesito de qualidade alimentícia, contando com a ideia de que as pessoas que sairão desses estabelecimentos estarão completamente bêbadas, incapazes de perceberem o quão ruim é a comida que estão comendo.

Enfim, não vou dizer que foi uma noite de sábado totalmente desperdiçada (apesar de realmente ter sido), pois tudo que acontece de ruim ao menos tem o propósito de servir de aprendizado.

Autor:

Graduada em Jornalismo, apaixonada por música, livros, filmes e séries. O espírito Jovem me domina & adoro uma Diversão!

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