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Elite – Segunda Temporada

Título Original: Élite

Criadores: Darío Madrona e Carlos Montero

Ano: 2019

Nº de Episódios: 8

Categoria: Adolescente

Precisei assistir à essa temporada duas vezes antes de resenhá-la e quando digo “assistir duas vezes” me refiro a repetir um certo tempo depois. Primeiro logo que foi lançada e alguns meses mais tarde, após terminar a terceira temporada. Pois é, somente quando saiu a terceira, que me inspirei em assistir de novo e resenhar sobre a segunda. Da primeira vez que assisti não gostei tanto. Ainda estava in love pela primeira temporada, o que me fez criar uma casca de proteção em relação aos personagens novos. Sendo eles: Cayetana (Georgina Amorós – VIS A VIS), Valério (Jorge Lopez – Soy Luna) e Rebeca (Claudia Salas – La Peste).

Claro que precisaram introduzir mais personagens fortes para movimentar a série, uma vez que perdemos dois da temporada anterior, já que a Marina (María Pedraza – Toy Boy) e Christian (Miguel Herrán – La Casa de Papel) saem de cena.

Rebeca me lembra muito a Roberta de Rebelde: Rica, mas zero complexo de superioridade, gente boa e leal. Ela nos reforça uma coisa que a Lucrécia (Danna Paola – Lo Más Sencillo Es Complicarlo Todo) já tinha nos mostrado na primeira temporada: Não dá certo você incentivar a pessoa que você gosta a seduzir outra em benefício de algo. Ambas podem acabar se apaixonando e você ficar chupando dedo.

Valério, é aquele típico personagem descarado, drogado e sociável e Cayetana… bom… prefiro nem comentar. Lhes pouparei o spoiler, se bem que à essa altura todo mundo já deve ter assistido todas as três temporadas, eu que estou atrasada na postagem rs.

Assim como na primeira temporada em que há um mistério para ser desvendado e alguém a ser desmascarado, nesta não foi diferente. Além do real assassino da Marina continuar à solta, também temos um desaparecimento para desvendar. 

Samuel (Itzan Escamilla – As Telefonistas), o songo-mongo da primeira temporada agora está mais valentão e rancoroso. Se torna o ponto chave da série e ainda pega a Marquesa!  Uma personagem que ele sequer teve contato na primeira temporada. Dá-lhe Samuca! 

Falando em Marquesa, Carla (Ester Exposito – Cuando los Ángeles Duermen) dá um show de sensualidade. Em apenas duas temporadas sua personagem pegou mais caras que qualquer outra da série. Temporada um: Pólo e Christian | Temporada 2: Samuel | Temporada 3: […] não vou revelar nesse post, mas acreditem, já foi mais um! 🤭

Essa temporada tem muita balada! Tantas que na primeira vez que assisti até achei over (talvez por isso não tivesse gostado da série tanto assim), não que uma balada não seja um ambiente legal e promissor (inclusive adoro filmes que se passam em festas), mas achei que exageraram um pouco. No entanto, como na terceira temporada a balada foi cenário de um segundo crime (olha eu fazendo um spoiler indevido aqui), passei a valorizar mais todas essas festas da trama. Afinal, assim como na vida real, a noite é uma criança e tudo pode acontecer quando se está na companhia de amigos. 😏

Melhores Cenas

Separei algumas cenas que me conquistaram demais nesta temporada. Reparem abaixo essa sequência de cenas com a mesma música eletrônica de fundo. Ainda que em situações diferentes (um na moto, outros na balada e outros no hospital), ficou uma mescla s-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l!!! Conseguiram casar a mesma canção para todos esses momentos distintos. Outro detalhe bem legal: Começa e termina no Christian! Ou seja, ele que abre e fecha essa sincronizada sequência. Isso que eu chamo de estética cinematográfica! 👏🏻👏🏻

Continuando o assunto que falei lá em cima sobre a Carla se envolver com o Samuel, confesso que a princípio achei muita viagem na maionese eles formarem um casal (talvez eu e todo mundo tenha achado isso). Contudo, no decorrer da primeira cena deles juntos, esse envolvimento se transformou em algo muito sensual e interessante. Os opostos realmente se atraem e deu pra notar uma química forte entre eles. A raiva do Samuel o levou de dominador a dominado, confiram abaixo:

Omar e Ander protagonizaram pelo menos duas cenas de pegação de dar inveja em qualquer mortal e a cena que destaco abaixo é o beijo apaixonado que eles dão na balada. Os vários ângulos de filmagem, a diversidade das cores da iluminação e a música da Aurora de fundo propiciaram uma cena muito romântica e bela. De tirar o chapéu!

E para fechar essa sequência de incríveis cenas em noitadas, vamos ficar com a emocionante penúltima aparição de Nano (Jaime Lorente – La Casa de Papel) quando vai falar com a família de Marina.

Resumindo, sem me delongar mais, que esse post já está pra lá de gigante (e ainda tem mais descendo a página), esta temporada está ainda melhor que a primeira! Cada personagem teve uma grande evolução – principalmente a Nadia (Mina El Hammani – Servir y proteger) hehehe – e o último episódio nos trouxe um final MEGA surpreendente, do tipo que você não faz a menor ideia do que irá acontecer! Fortes indicativos de que a terceira temporada será ainda mais bombástica!! (Como realmente foi, mas ainda preciso resenhar). E se você também assistiu, me conte o que achou nos comentários! Combinado?! 😉

Trilha Sonora

A trilha sonora está BABADEIRA!! Trago abaixo a trilha sonora completa! (Ou pelo menos tudo o que consegui descobrir.) Separei por episódios para não ficar confuso. No final da listagem deixarei o link da playlist do Spotify só com as melhores selecionadas.

Episódio 1

Octopvs To The Party feat. Lasai – Do That (Quando Rebeca faz sua primeira aparição dentro do carro e quando sai do carro ao chegar na escola)

Artificial Pleasure – I’ll Make It Worth Your While (Logo após a abertura da série)

Olly Anna – Turn It Up (Quando Lucrécia está falando do Valério para os outros)

Jack Back – Sometimes (Quando Samuel, Nádia e Rebeca chegam na balada)

Luísa Maita – Around You (Quando mostra o Guzman na balada)

AaRON – Blouson Noir (Quando Carla e Christian conversam na balada)

Cloney – We Are The Party People (Quando Nádia se transforma na balada)

The Supermen Lovers – C’est Bon (Quando Carla olha Christian e envia msg para seu pai)

Vitalic – Flashmob (Quando Guzman e Ander estão arrebentando na pista)

Blow- Close You (Quando Ander envia msg para Omar na balada)

Swedish House Mafia – Greyhound (Quando Christian está indo embora da balada)

John Maus – Hey Moon (Quando Ander está indo embora do hospital)

Episódio 2

Dora – Saving Star (Logo que surge Rebeca com o fundo de tigres)

Motorama – No More Time (Após a abertura do episódio)

MHD – Afro Trap Part 7 (Quando começa a festa na suposta casa de Cayetana)

Fisher – Losing It (Quando Ander e Polo vão buscar Guzman na casa da Cayetana)

Joan Thiele – Armenia (Quando Carla e Samuel estão bebendo sozinhos na boate)

Episódio 3

Conchita Velasco – Con Nada Se Puede Ser Feliz (A cena da verdade sobre Cayetana)

Kimberley Tell – Lo que No Me Dices (Quando Polo fala com Carla sobre voltarem)

The Vaccines – All My Friends Are Falling In Love (Quando começa a Red Party)

Kudu Blue – Ice Tea (Quando Samuel chega na balada e vai falar com Carla)

Aurora – Queendom (Quando Omar chega na balada e vai para a pista com Ander)

La Casa Azul – Los Chicos Hoy Saltarán a La Pista (Quando Nádia e Guzman competem na bebida)

Lori Meyers – Siempre Brilla El Sol (Quando Guzman e Nádia se entendem na balada)

Zahara – Con las Ganas (Quando Nádia e Guzman dão seu primeiro beijo)

Episódio 4

REYKO – Spinning Over You (Sonho erótico da Nadia com o Guzman)

Vitalic – Poison Lips (Após conversa de Rebeka e Nadia na balada)

Breathe. – Are You All Good? (Quando Carla está na casa do Samuel comendo macarrão)

Joe Crepúsculo – Mi Fábrica De Baile (Quando Guzman chega na balada e Nadia o beija)

Lexie Liu – Hat Trick (Quando Nádia acorda ao lado de Guzman após uma noite de sexo)

Episódio 5

Mula – Nunca Para (Após Rebeca receber a notificação da sua festa de Halloween)

Zazo & Gxurmet Feat. Kira Brown – Una Más (Quando Ander chega em casa e flagra Omar dançando)

TheUnder & Robyn The Bank – You Don’t Wanna Play With Us (Começo da festa de Halloween)

John Grvy Feat. Brisa Fenoy & GATZ – The Other (Quando Carla chega na festa de Halloween)

Aya Nakamura – DJadja (Quando Rebeca vai falar com Cayetana após desmascará-la)

C. Tangana & Dellafuente – Guerrera (Quando Valério e Lucrécia dançam na festa de Halloween)

Danna Paola – Mala Fama (Quando Samuel chega na festa de Halloween e vai falar com Carla) |Obs.: Sabia que a intérprete da Lucrécia além de atriz é também cantora?? 👇🏻

Episódio 6

Zazo & Gxurmet Feat. Juanih South – En Busca de Ti (Durante a abertura do episódio)

Menna – Moving On (Quando Samuel chega de fone na escola e Lucrécia vai falar com ele)

Yall Feat. Julimar Santos – Always (Quando Guzman chega na balada e vai falar com Ander)

Eleni Foureira – Fuego (Quando Rebeca está dançando com Omar)

Mottron – They Know (Quando Nano está olhando para o porta-retrato)

CUT_ – Out Of Touch (Após Omar falar umas verdades para o pai de Ander)

Matt Maltese – I Hear The Day Has Come (Quando Nano está indo embora na chuva)

Episódio 7

Adam Naas – Fading Way (Música de abertura do episódio)

AaRON – We Cut The Night (Quando Samuel entra na festa beneficente)

Vetusta Morla – Los Días Raros (Quando Lucrécia se entrega a Valério e inicia uma sequência de cenas com o desfecho da noite de cada personagem)

Episódio 8

DORA – Call Me Back (Abertura do episódio)

William Featherby – Digital Breakthrough (Quando Omar liga para a polícia)

UNKLE Feat. Philip Sheppard & Liela Moss, Miink – Feel More/With Less (Carla saindo da delegacia)

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Black Mirror – 5º Temporada

Criador: Charlie Brooker

Ano: 2019

Nº de Episódios: 3

Categoria: Suspense psicológico

Já faz muito, muuito tempo que queria postar sobre essa série fodástica aqui no blog! A minha intenção era assistir a todos os episódios de todas as temporadas e fazer um compilado só, mas, como ainda não tive tempo para isso e por acaso acabaram de lançar a quinta temporada (mais precisamente no dia 5 de junho, ou seja, há menos de um mês), resolvi me antecipar e falar de pelo menos da última temporada e depois falar das anteriores, cada qual, separadamente, em ordem decrescente.

Para quem não conhece ou já ouviu falar, mas, nunca assistiu, não sabe o que está perdendo! Black Mirror é um seriado futurista, com uma pegada meio sombria, pois nos apresenta os males da tecnologia. Alguns episódios são mais leves, mas em sua maioria possuem uma pegada um tanto tensa. E o mais louco é que do jeito que o mundo está, de fato alguns daqueles episódios talvez possam se tornar realidade algum dia.

As temporadas possuem poucos episódios, de 3 à 6, mas são produções longas, com duração e qualidade equivalente à um filme. São histórias independentes, então você não precisa assistir na ordem, pode escolher assistir o que mais lhe interessar primeiro. Bom… eu poderia ficar aqui discorrendo com dicas de quais episódios são mais legais, mas vou me limitar a focar na temporada 5, que, afinal, leva o título desse post.

Possui 3 episódios:

  1. Striking Vipers
  2. Smithereens
  3. Rachel, Jack and Ashley Too

E vou falar de cada um, seguindo a ordem de interesse de quando assisti:

Rachel, Jack and Ashley Too

Optei assistir o último episódio primeiro, por conter a cantora e atriz Miley Cyrus no elenco. E achei mesmo muito curioso terem escolhido justo ela para interpretar uma artista que está se sentindo sufocada da maneira como é controlada em prol do sucesso. Seria assim que a Miley se sentia quando trabalhava para a Disney, pouco antes de se revoltar e mudar completamente seu estilo e hábitos publicamente?

Acredito que a escolheram para esse papel propositalmente, como se à essa altura, ela ainda quisesse transmitir uma mensagem para as pessoas, sobre o que ela passou. Talvez não com a mesma intensidade desse episódio, mas ainda assim uma manifestação interior. Talvez seja viagem minha, mas, talvez não. Podemos debater essa questão nos comentários. Que tal?

Mas então vamos falar do episódio. A princípio achei que seria mais uma história macabra, querendo nos mostrar que uma boneca robo é totalmente prejudicial à vida humana. Entretanto, o ponto principal nem foi a boneca em si, mas a forma como a artista, Ashley O (interpretada pela Miley), era explorada, dopada e manipulada pela própria tia, que excede o papel de empresária, focada apenas no dinheiro. Mais a frente sendo até substituída por uma máquina capaz de recriar sua performance nos palcos.

Duas músicas (me corrijam se eu estiver errada) na voz da Miley, foram produzidas exclusivamente para o episódio, sendo: “On A Roll” (que é um remake de “Head Like A Hole” de Nine Inch Nails e que inclusive é a música que elas cantam no final do episódio, com uma pegada mais rock) e “Right Where I Belong” (ambas disponíveis no Spotify buscando como “Black Mirror”).

Resultou em um episódio bastante adolescente e musical. Interessante eles terem produzido algo voltado mais para o público juvenil. Não tinha visto nada nessa pegada nas temporadas anteriores. Gostei bastante! 🙂

Striking Vipers

Este episódio, sem sombra de dúvida é o mais louco de toda a temporada! Nunca vi nada igual, sério! Os personagens nos são apresentados no passado e depois (de repente), há uma passagem de tempo. Onze anos se passaram e os dois amigos se reencontram na festa de aniversário de um deles. Danny (Anthony Mackie – Vingadores) está fazendo 38 anos e Karl (Yahya Abdul – Mateen II – Aquaman), aparece em sua festa e lhe dá de presente a versão mais moderna de um jogo de luta que eles jogavam onze anos atrás.

A tecnologia está avançada de tal modo, que com um dispositivo que você conecta na sua cabeça, você praticamente entra no jogo. Não é mais um boneco que você controla, é você mesmo lá dentro. Claro, com outra aparência, nas características físicas do boneco e com uma agilidade que somente o mundo virtual poderia conceder. Mas, apesar disto por si só já ser algo incrível, o X da questão nem é esse. Infelizmente não tenho como revelar o que acontece sem fazer spoiler, então vou me privar de ser uma estraga prazeres e contarei sobre o caminho das pedras somente até aqui. ASSISTAM! Juro que não irão se arrepender! Tudo começa a ficar incrivelmente louco após eles começarem a jogar. É de cair o queixo a criatividade desses produtores de Black Mirror…

Smithereens

Um sequestro + Um pedido diferente = Um possível louco com propósito. Chris (Andrew Scott – Handsome Devil) é um motorista de aplicativo que sequestra Jaden (Damson Idris – Snowfall: Temporada 3), funcionário de uma determinada empresa de redes sociais (que podemos igualar ao Facebook ou Instagram) e ao invés do sequestrador pedir dinheiro para o resgate, seu único pedido é que ele seja colocado em ligação com Billy Bauer (Topher Grace – Superação: O Milagre da Fé) – nada mais, nada menos que o fundador da empresa. Não vou revelar o porquê, nem se ele consegue, apenas que o final do episódio foi um tanto debochado. Alguém mais aí percebeu a ironia e o deboche no término? É um episódio interessante, te prende até o final, porém, o mais fraquinho na minha humilde opinião.

Recomendo a todos que chegaram até o final desse post a ligarem suas TVs, colocarem na Netflix e mandarem brasa nessa temporada, que está mesmo de a-r-r-a-s-a-r!! E claro, depois venham aqui comentar qual gostaram mais! 😉

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Coisa Mais Linda

Direção:  Heather Roth e Giuliano Cedroni

Ano: 2019

Nº de Episódios: 7

Categoria: Obra de Época

Já que está todo mundo comentando a respeito desta série, eu, como uma viciada em filmes e séries que se preze, não poderia ficar de fora! 😌 De fato, Coisa Mais Linda é uma produção muito boa e vou explanar o porquê.

Para começar, a série se passa na década de 50, quando as mulheres não tinham voz, o machismo reinava na terra e o racismo estava em alta. Coisas que infelizmente ainda existem nos dias de hoje, mas não de um jeito tão exacerbado quanto antigamente.

A nossa principal protagonista é Maria Luiza (Maria Casadevall – Ilha de Ferro), uma mulher casada que, ao decidir ir se encontrar com o marido, que viajou para o Rio de Janeiro com o propósito de abrir um restaurante, descobre ter sido enganada. Ele não só desapareceu, como também a traía e roubou todo o seu dinheiro. Como Malu vem de uma família rica, as consequências dessa decepção até poderiam ser amenizadas com o apoio de seus pais, porém, ela usa a oportunidade para dar um novo rumo a sua vida. Indo completamente contra aos padrões que a sociedade determinava para as mulheres naquela época.

Mas a série não centra somente na vida da Malu não, afinal, temos quatro mulheres na capa, logo, mais personagens femininas possuem destaque na trama. Sendo elas: Adélia (Patrícia Dejesus – Rua Augusta), Thereza (Mel Lisboa – Na Presença de Anita) e Lígia (Fernanda Vasconcelos – 3%). A propósito, ressalto aqui que TODAS as quatro protagonistas são personagens admiráveis. Mulheres de fibra, boa índole, cada uma com a sua cruz.

Não é uma série feminista, mas, sim realista. E ao mesmo tempo em que ficamos indignados em como as mulheres eram tratadas sem nenhum direito naquela época, ficamos aliviados por hoje em dia muita coisa ser diferente.

As atuações estão IMPECÁVEIS, inclusive, descobrimos um talento oculto da Fernanda Vasconcellos. Que voz é aquela?! 😯 O final é simplesmente surpreendente, adoro quando sou pega de surpresa assistindo alguma cena e isso aconteceu no último episódio de Coisa Mais Linda. Nos dando a certeza de que haverá segunda temporada!! 🤗

E para finalizar a postagem (queria poder falar mais, mas não quero fazer spoilers), deixo vocês com a minha cena preferida de toda a série. Episódio 5, quando Maria Luiza finalmente inaugura o Clube de Música: Coisa Mais Linda! ⭐️

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The Sinner – Primeira Temporada

Direção: Antonio Campos

Ano: 2017

Nº de Episódios: 8

Categoria: Policial, Drama, Suspense

Imagine que aflição uma pessoa aparentemente tranquila e do bem, ser flagrada matando alguém? Pois é… Após sermos apresentados a vida cotidiana de Cora (Jessica Biel – Eu os Declaro Marido e… Lary) que é uma mulher tranquila, casada e mãe de um filho pequeno, somos surpreendidos com uma atitude nada condizente com a sua personalidade. Sem nenhum motivo aparente, ela mata um desconhecido a facadas, em público, na praia!! Eu fiquei de queixo caído olhando para a tela! Foi tão repentino que qualquer um se assustaria.

Como foi pega em flagrante e confessou seu crime, não haveria mais o que contestar sobre a sua acusação, porém, o detetive Harry Ambrose (Bill Pullman – O Protetor), se aprofunda no caso, buscando descobrir o porquê do assassinato, quando nem mesmo a própria acusada sabe o motivo de ter feito aquilo.

O desenrolar da série é mesmo surpreendente. Te prende do começo ao fim e dificilmente você adivinhará o que de fato aconteceu, sem assistir até o último episódio. A trama mescla entre cenas do passado e presente para que, aos poucos, possamos entender melhor esse quebra-cabeça.

Por mais que seja uma série de ficção, não é nenhuma mentira a capacidade do nosso subconsciente de armazenar traumas e segredos, sem que nós mesmos saibamos o que está guardado lá. E o mais interessante ainda é que realmente certos rompantes podem acontecer em qualquer momento, quando acionados, mesmo que involuntariamente. Tudo isso aconteceu com a nossa protagonista e ficamos o tempo inteiro querendo saber como será o seu desfecho.

Ressalto que Jessica Biel está maravilhosa!! A conhecia apenas do filme: “Eu os Declaro Marido e… Lary” (que é comédia) e fiquei ainda mais admirada com o seu trabalho.

Não tenho muito o que contar da série, sem fazer spoiler, então só posso lhes dizer que vale muito a pena assistir e que, assim como eu, vocês também irão se surpreender!!

Trilha Sonora

Destaco aqui apenas a música mais marcante da série toda (vocês saberão o porquê quando assistirem):

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You

Título Original: You

Direção: Sera Gamble e Greg Berlanti

Ano: 2018

Nº de Episódios: 10

Categoria: Drama, Suspense, Romance

Joe (Penn Badgley – A Mentira) tem um crush por Beck (Elizabeth Lail – Once Upon a Time) no exato momento em que ela põe os pés na livraria que ele trabalha. Aparentemente Beck também pode ter se interessado por ele ou só estava sendo simpática. Mas, isso não importa, pois para Joe um pequeno flerte já é o suficiente e passa a investigá-la desde então.

Xeretar as redes sociais de outra pessoa, hoje é dia não quer dizer muita coisa, mas o fato dele descobrir onde ela mora e espioná-la de longe, invadir seu apartamento quando ela não está e furtar itens pessoais como calcinha e blusa, entre outras coisas que ele faz já no primeiro episódio, é mesmo muito insano. Atitudes que se pararmos para analisar, foram desnecessárias, pois basta eles se reencontrarem para percebermos que, deixando as coisas rolarem naturalmente, ele já teria chances com ela.

Apesar da série abordar relacionamento abusivo e psicopatia, acabamos criando uma certa empatia pelo protagonista, pois, além de sermos conduzidos pela sua perspectiva das coisas (com exceção do episódio 4 em que é mesclado a perspectiva de Beck também), Joe não é um monstro 24 horas. Na verdade, assim como qualquer ser humano, ele tem qualidades e defeitos e suas qualidades são notáveis. Com o tempo, chega até a ser decepcionante que um homem tão dedicado e romântico como ele, possa ter esse outro lado sombrio.

É interessante estudarmos como a pessoa psicopata pensa. Pois, Joe não vê as coisas que faz com maus olhos, de acordo com a educação que teve (que vamos descobrindo no decorrer da série), qualquer ato ruim pode ser justificável se for praticado por amor. Não tem aqueles românticos incorrigíveis que dizem: “Eu mataria e morreria por você?” Geralmente isso é dito como força de expressão, uma singela metáfora de que você faria tudo por aquela pessoa. Mas Joe segue isso ao pé da letra.

Eu recomendo a série por any motivos. Primeiro que é um tema super relevante, precisamos aprender a tomar cuidado com os “príncipes” que encontramos por aí. Segundo que a trama é envolvente, temos ótimas atuações, cenas fantásticas, mesclando um pouco de tudo, desde suspense, romance, até mesmo humor.

Sem contar o elenco. Além do Penn Badgley que nos conquistou desde o seu personagem em Gossip Girl, também temos Shay Mitchell, uma das protagonistas de Pretty Little Liars como Peach, melhor amiga de Beck. Então, aproveita que o fim de semana está aí, faz aquela sessão pipoca em casa e depois vem aqui me contar o que achou da série. Que tal? 😉

TRILHA SONORA

Maravilhosa a trilha sonora! Pena que não consegui encontrar duas músicas. 😥 Uma que toca no Episódio 4, quando Beck aparece de surpresa no apê de Joe e começam a se beijar; e outra do Episódio 8, quando ambos estão ajudando na mudança de Ethan. Se alguém aí descobrir me conta nos comentários depois??

As demais que gostei, foram:

EPISÓDIO 1

Nelson Can – “Break Down Your Wall” (Quando Joe avalia que Beck tem péssimo gosto para amigas)

Rob Simonsen – “Night Drive” (Quando Joe flagra Beck se masturbando)

EPISÓDIO 2

Lighspeed Champion – “He’s The Great Imposter” (No início do episódio, quando Joe amanhece feliz)

EPISÓDIO 3

LEISURE – “Got It Bad” (Quando Beck entra no carro de Joe)

EPISÓDIO 8

POWERS – “Heavy” (Após Joe procurar e não encontrar mais informações de Beck nas redes sociais)

Ben Alessi – “Lose It” (Quando se reencontram e transam várias vezes em dias alternados)

“É um sentimento horrível. Saber que as coisas deram errado e que não tem nada que você possa fazer para mudar.” Joe Goldberg (Episódio 7)