Publicado em Músicas

Giulia Be

Sabe aquela música que você não sabe quando ouviu pela primeira vez, nem onde e de repente aquela melodia já se tornou familiar aos seus ouvidos? Foi exatamente assim com “menina solta” pra mim. A música toda rimada que conta a história de uma menina que possuía vários pretendentes, enquanto um apaixonado está sofrendo por ela, é uma delícia de ouvir!

🎶

Você com certeza já ouviu “menina solta” em vários lugares, sem ter a menor ideia de quem seria a dona daquela voz arrojada e marcante. Isso porque Giulia Be é uma cantora nova no mundo da música. Ela acabou de lançar seu primeiro EP em maio, deste catastrófico ano que está sendo 2020, e surpreendentemente já está no seu terceiro single de carreira!

Se você é noveleira(o) e acompanha as novelas da Globo, então já deve ter ouvido a Giulia Be. Seu single de estreia, “Too Bad”, foi tema da personagem de Yanna Lavigne em “O Sétimo Guardião”. Uma música que é completamente diferente de “menina solta”, com um ritmo mais dançante, eletrônico e ainda por cima em inglês! Numa primeira ouvida você até pensa se tratar de uma cantora gringa. A voz da Giulia é forte, apesar da sua pouca idade (possui apenas 21 aninhos).

A sua trajetória no ramo da música parece história de filme! Imagine você que ela ia cursar Direito na faculdade e jogou tudo para o alto, após uma experiência musical no camarim do Maroon 5! Sim, eu disse camarim do Maroon 5!! Naquele momento de interação entre ídolo e fã, Giulia comentou que também cantava e então cantaram uma música ali juntinhos, por incentivo do guitarrista. Após aquele momento, que deve ter sido mesmo mágico – imagine você no camarim do Maroon 5 cantando junto com eles?! 😱 – Giulia se sentiu motivada pela banda a seguir carreira musical. 

Postou vídeos covers profissionais no YouTube e já na primeira postagem colheu frutos. “Deixe Me Ir”, da banda 1Kilo, foi seu primeiro cover, responsável pelo que viria depois: seu contrato com a gravadora Warner Music! Daí vieram os singles: “Too Bad”, “Chega”, “menina solta” e então saiu seu primeiro EP, intitulado “solta”, composto por 6 faixas! – “(não) era amor” já é a minha preferida!! 🤗 – .

EP “Solta” – 2020

Até o momento, além de canções no nosso idioma, Giulia também possui três músicas em inglês (duas em parceria, sendo: “With You” com um tal de Zerb e “Hold On” com um tal de DUX) e também a versão em espanhol de “menina solta”, “chiquita suelta” – que já até tem videoclipe – . É talento até dizer chega, né?!

Bom… já falei demais, então deixo vocês com essa dica musical para o fim de semana e também para a vida, afinal, Giulia e suas canções não sairão mais da minha biblioteca sonora! ✨

Comente se você também conhecia, quais músicas dela mais gosta, enfim, tudo que quiser me contar da Giulia Be! 😃

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Publicado em Cinema

Jogos Vorazes

Título Original: The Hunger Games

Direção: Gary Ross

Ano: 2012

Categoria: Ficção Científica / Aventura

Não sei como demorei tanto tempo para assistir a este filme! Mas aqui estou eu, recém fã da Jennifer Lawrence, assistindo a todas as produções que ela já participou! 😌 A história desta aqui é completamente insana! Sabe um Big Brother da Chacina? É basicamente isso! Por ordem do estado, 24 participantes, de 12 distritos (um casal de cada um), serão sorteados para participarem de um Reality Show em que, obrigatoriamente, terão que lutar uns contra os outros até a morte, restando apenas um sobrevivente.

Apesar de sabermos desde o princípio que a nossa protagonista, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence – Mother!) sobreviverá, pois, afinal, é a protagonista, não tem como não ficar tenso enquanto assistimos a tudo aquilo. Minhas mãos suaram horrores nas cenas da floresta, que, inclusive, me remeteram a série “Lost”. Aliás, muitas referências podem ser tiradas de Jogos Vorazes, acredito que o filme “Uma Noite de Crime”, de 2013, possa ter sido inspirado neste aqui de 2012. Falando em inspiração, você sabia que a saga Jogos Vorazes são baseadas num livro? Pois é, uma trilogia homônima da escritora Suzanne Collins, sendo o ano da primeira publicação 2008.

Voltando a sinopse da trama, Katniss não foi a sorteada desta edição do evento, mas, se voluntariou para proteger sua irmã de 12 anos, que foi a azarada. A propósito, muita injustiça escolherem jovens de 12 a 18 anos e colocarem essa mescla lutando junto, afinal, como uma criança mais nova, poderá competir de igual para igual com uma pessoa de 16 a 18?! Mas essa crueldade não é nada, perto do que vemos no decorrer do filme. Massacre, uns matando os outros (ainda bem que essas cenas não são tão explícitas), enquanto a nata da sociedade assiste e se diverte. Falando neles, achei muito curioso que esses personagens fossem todos caricatos e extravagantes, como se viessem de outra dimensão cultural, levando em conta as tecnologias do filme, um tanto futurista, eu diria.

O rapaz que luta ao lado de Katniss (afinal, são sorteados um homem e uma mulher de cada distrito) é o bonitão Peeta Mellark (Josh Hutcherson – O Falsificador). Acaba rolando um affair aparentemente fake entre eles (coisas de reality show que sabe comover e conquistar o público com uma bela história de amor entre seus participantes), mas, o crush real da personagem, ao que parece ser, é o Gale Hawthorne (Liam Hemsworth – A Última Música) ainda que não mostre nenhuma cena de love story entre eles neste primeiro filme, apurarei melhor nos próximos!

Uma outra curiosidade que não posso deixar de mencionar também é a participação do cantor Lenny Kravitz!!! Como Cinna, um personagem que me conquistou desde a primeira aparição e não só por ser interpretado pelo Lenny, mas, por se mostrar diferente dos demais doidos de pedra que se divertem com aquilo. 

Ainda que tudo termine bem, conseguimos perceber uma atmosfera estranha no ar, indicando que na produção seguinte algumas retaliações possam acontecer por parte do estado, já que a nossa querida Katniss quebrou alguns protocolos. Bom… acho que já falei demais. Estou mega atrasada falando de um filme de 2012 – e ainda restam mais três pela frente – eu sei, mas antes tarde do que nunca, não é mesmo? Devem ter mais pessoas por aí, que assim como eu, ainda não assistiram! 😁 E você? O que achou de Jogos Vorazes? Já tinha assistido? Não? Me conte tudo nos comentários!! 😃

Trilha Sonora

As únicas músicas cantadas que tocam, são as dos créditos:

Arcade Fire – Abraham’s Daughter

Taylor Swift & The Civil Wars – Safe & Sound

The Civil Wars – Kingdom Come

Publicado em Cinema

Mãe!

Título Original: Mother!

Direção: Darren Aronofsky

Ano: 2017

Categoria: Suspense Psicológico

Aqui estou eu, escrevendo sobre este filme que me intrigou bastante. Um suspense psicológico impossível de entender sem buscar a explicação na internet depois. E mesmo após decifrar tudo que aconteceu nessas duas longas horas de duração, ainda me sinto bastante incomodada e perplexa com tudo que assisti e ainda mais pelo seu significado.

De antemão lhes aviso que haverá spoiler.

Serei mais um canal que irá lhes explicar tudo que aconteceu.

A primeira coisa suspeita do filme é que os personagens não são tratados pelo nome em nenhum momento. Até mesmo o personagem interpretado pelo Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez), que é um escritor famoso, não tem seu nome citado uma vez sequer.

A segunda coisa que reparei foi na grande diferença de idade do casal protagonista. Jennifer Lawrence (Jogos Vorazes) parecia mais ser a sua filha, do que a sua esposa. Não que hoje em dia não seja comum casais com idades diferentes, mas, neste filme em específico, achei bastante estranho.

O casal vive numa casa isolada e, de repente, personagens externos vão surgindo para o grande desconforto – arrisco em dizer, até mesmo paranoia – da esposa, que reprova toda aquela invasão no seu lar. Num primeiro momento, a impressão que tive dessa personagem é que queria o marido só para si, ignorando o quanto seu sucesso como escritor era importante para ele. Mas, conforme o desenrolar da trama, mudei a minha opinião sobre ela.

Aos poucos o filme vai ficando mais denso, mais perturbador e extremamente mais confuso. Os acontecimentos demoram a acontecer, mas quando o filme dá essa virada, de monótono para assustadoramente agitado, o nível de agonia em assistir tudo aquilo ganha um alcance imensurável.

Em certa altura de absurdos, você clama para que tudo aquilo acabe, mas ao modo que só vai piorando, fica impossível esperar por um desfecho plausível, sem que a personagem interpretada por Jennifer não seja louca, que esteja alucinando, sonhando ou qualquer outra coisa que a realidade não seja capaz de explicar.

Quando o filme acabou, a explicação não veio e tive que buscá-la na internet, explicação esta que irei compartilhá-la agora. Então, se você ainda não assistiu a este filme, para o seu próprio bem pare de ler neste exato minuto e vá assisti-lo, para só depois retomar a leitura deste ponto.

Entenda a história do filme

A explicação é a mais absurda, porém, também, a mais inteligente possível! Não se pode negar a genialidade do diretor ao criar tudo isso!

Os personagens não possuem nomes, pois, são bíblicos! O escritor/ poeta é Deus, sua esposa é a Mãe Natureza, o primeiro homem que aparece é Adão – em determinada cena percebemos um corte em sua costela – depois aparece Eva, mais tarde seus respectivos filhos, Caim e Abel – em uma passagem importante da Bíblia Caim mata Abel, assim como ocorre no filme – , o livro de sucesso que o poeta escreve é nada mais, nada menos, que o Novo Testamento – que vem depois do dilúvio, evento este representado pela explosão da pia da cozinha – e a editora do poeta pode ser considerada como a Igreja – inclusive, há uma crítica velada quando esta personagem atira em algumas pessoas – .

O bebê que nasce do casal e é morto pelos fãs / adoradores do poeta, representa respectivamente Jesus Cristo e a humanidade. A casa é a Terra – sendo atacada, despedaçada e por alguns, bem poucos na verdade, restaurada, quando lhe pintam as paredes – .

Aquele cristal importante no escritório do poeta, representa o fruto proibido (vejam que ele foi destruído pela mulher que representa a Eva, despertando a fúria do dono da casa que teve o seu pedido, de não tocarem no objeto, desobedecido, fazendo com que assim, como na história da Bíblia, ambos fossem banidos de lá). O escritório – que logo depois é fechado com tábuas para que ninguém mais entre – representa o Jardim do Éden.

Todos aqueles eventos tenebrosos que acontecem na casa, representam as atrocidades já vivenciadas na Terra como as guerras, campos de concentração e etc. E a explosão final é o apocalipse!

Profundo, não? Completamente insano também!

Se eu gostei do filme? Eu amei! Primeiro, porque não é óbvio (não que eu goste de filmes que não consigo entender sozinha), segundo, que consegue te prender do início ao fim! O ar de mistério permeia em toda a sua duração, como se cada mísero detalhe, por menor que fosse, não deixaste de ser sabiamente planejado. Também gostaria de destacar a perfeita atuação da Jennifer Lawrence! Já tinha me tornado sua fã desde “Passageiros” e com esse filme não foi diferente, a minha admiração só aumentou!

Agora eu te pergunto: Você chegaria a essa conclusão sozinho(a)?? Me conte nos comentários qual a sensação e a interpretação que teve ao assistir!

Publicado em Cotidiano

Quarentena City

A quarentena está dividindo a sociedade em dois grupos. Temos o time “Fique em Casa” e o “Não vejo a hora de poder sair de novo”. Não que um time não tenha um pouco da característica do outro, a diferença está apenas na dosagem de cada um.

O time “Fique em Casa” é composto por aquelas pessoas que levam a quarentena a sério e não saem de casa em prol do que chamam de responsabilidade social. Não importa que para isso precisem ficar longe de amigos, namorados e até mesmo família.

Já o time “Não vejo a hora de poder sair de novo”, acredita numa possível flexibilidade. Exceção é o seu primo distante que vez ou outra teima em lhe visitar. Consideram os riscos minimizados, uma vez que os encontros ocorrem com outras pessoas que também estão de quarentena. Visto pelos “Fique em Casa” como um bando de irresponsáveis, este grupo diz apenas não querer surtar. Para eles estar vivo sem vida, não é viver e ficar em casa não é sinônimo de viver em cativeiro.

Para o primeiro grupo, é importante que as recomendações sejam respeitadas, deve-se abdicar das suas vontades em prol do coletivo. Quarentena não é férias e a grande quantidade de mortes provam que não se trata de apenas uma gripezinha. Não há motivos para alegrias confraternizadas, nem para que um ‘foda-se a vida’ seja dito.

Para o segundo, em tudo isso há um pouco de exagero. Se todos estão tomando os devidos cuidados, por que haveria de ser tão perigoso? Se consideram tão cautelosos quanto o primeiro grupo, ainda que pareçam mais rebeldes.

Moral da história: apesar do embate, ambos os grupos almejam a mesma coisa: o fim de tudo isso.

E você? Até que ponto a quarentena está influenciando nos seus pensamentos? No seu comportamento? Nas suas amizades e na sua sanidade? Você está conseguindo controlar tudo o que sente? Vamos, me diga, a qual grupo você pertence?

Publicado em Poetizando

Nascimento | Vida | Morte

Meu nascimento. Um momento mágico da minha vida e da vida de outras pessoas. Ahh, se pudéssemos nos lembrar de toda a nossa trajetória desde que nascemos. Nossos primeiros anos de vida, cruciais para o que nos tornamos depois. O que aconteceu na nossa história que não sabemos? O que foi esquecido pela nossa memória? Ao longo desses anos temos contato com tantas pessoas. Pessoas que não lembramos, pessoas que não sabemos, pessoas que ainda continuam conosco. Você já parou para refletir sobre tudo isso? Nesse dia, há x anos atrás, a sua mãe sentia muita dor, mas também muita felicidade. Outras vidas seriam mudadas a partir da sua.

E a sua infância? Imagine lembrar nitidamente de cada borrão dela? Quão bom seria reviver mentalmente cada detalhe apagado pelo subconsciente. Será que nos espantaríamos ou nos deslumbraríamos? Quem você foi? Quem você é? Quem você será? O que você lembra e conhece de si mesmo? Tem orgulho do que se tornou? 

Colegas, amigos, conhecidos, ninguém esteve continuamente tão presente nesses anos todos como a sua família. Uma parte dela irá te acompanhar até a metade da sua vida e a outra metade será preenchida por outras pessoas que virão a se tornar parte dela depois. Logo você presenciará o nascimento de seus filhos e outra vez o ciclo reiniciará. Pessoas morrem, pessoas nascem e o mundo ainda será o mesmo, mas com sutis alterações. Será que todos estão preparados para o dia em que não farão mais aniversário? Quem ainda estará com você quando chegar esse momento? 

Não seria incrível se pudéssemos assistir a um flashback completo e ininterrupto de toda a nossa vida no último instante dela? Como um último presente do universo. Até mesmo aquilo que não lembramos mais. Nossos traumas e conquistas juntos e interligados antes do último suspiro. 

Hoje completamos mais um dia, sem saber quando será o último. E ao passo que envelhecemos, fica cada vez mais estranho festejar essa data. Envelhecimento merece comemoração? Merece. É mais um registro de vida. As experiências e aprendizados adquiridos ao longo desse tempo, são responsáveis por nos tornar quem somos hoje, ainda que estejamos em constante mutação amanhã. Celebre a vida! Celebre as pessoas! Não sabemos quando será a nossa última vez nisso tudo.