Publicado em Histórias Do Milagre

O Milagre – Parte 1 “Como Tudo Começou”

Alguma vez, já contei para vocês de um cachorro chamado Milagre? Dei esse nome a ele devido as circunstâncias. Como a história é longa, cada dia postarei um pouco.

1° Dia

Aquela tarde era para ser como qualquer outra tarde de sábado para mim. Estava me aprontando para ir fazer as unhas, aguardando meu amigo, que também ía ao salão para cortar o cabelo, passar em minha casa. Até que meu celular tocou. Era esse meu amigo, e dizia desesperado na ligação, quase chorando, que tinha acabado de ver um cachorro sendo atropelado! E pediu para que eu fosse até o local, pois não poderia deixar o cachorro naquela situação, precisava ajudar. Imediatamente, aflita pelo desespero em sua voz e pelo seu relato, saí correndo de casa para a avenida em que ele estava, próximo a minha casa.

Chegando lá… Nunca vi uma cena mais agoniante em toda minha vida! Tinham levado o cachorro para a calçada, e o cobriram com uma camiseta velha. Cheguei perto para olhar melhor e quase não tive forças quando vi a situação em que aquele bichinho se encontrava… Estava com uma fratura exposta na pata direita da frente, com o osso quebrado ao meio, e o restante da pata pendurada por um fio de pele, as demais partes do corpinho dele pareciam estar normais, mas ele estava em um estado de choque, parado e não chorava, ficava com um olhar perdido e as vezes lhe dava uns piripaques, onde queria se mexer, ameaçando morder quem o impedisse. Quando o vi me deu vontade de chorar! 😥 Como alguém poderia ter um coração tão ruim, de não desacelerar vendo-o na rua? O carro que o havia atropelado, segundo testemunhas, era de porte grande, e passou em alta velocidade!

Eu e meu amigo, não sabíamos o que fazer. Tinham algumas pessoas em volta, mas estava claro que não fariam nada, por falta de recursos, falta de tempo, estavam ali sendo solidários mas ninguém se prontificou a levá-lo ao veterinário. Tentamos ligar na Zoonose, e até mesmo em alguns pet shops da região, que possuíam clínica veterinária, explicando o que havia acontecido e perguntando se poderiam ajudar, afinal também não tínhamos recursos, mas não podíamos deixá-lo ali a “Deus-dará”. Mas obviamente nenhum pet shop se sensibilizou.

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