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Milagre – Parte 15 “O Diagnóstico”

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Era o mesmo veterinário da outra vez. Quando mostrei a ele desesperada, o que ele tinha nas costas, ele precisou chamar outro veterinário pois não tinha certeza! O outro veio e disse que era algum tipo de infecção profunda que não me recordo agora o termo técnico, disse que quase tinha atingido a coluna e que se tivesse chegado a tanto seria pior ainda!

Disse que seria preciso anestesiá-lo, que raspariam mas que demoraria em torno de dois ou três meses para cicatrizar, que entrariam com mais antibióticos, e que ele precisaria de cuidados diários, que alguém ficasse o tempo todo com ele. Já fui ficando mais aflita, pois eu não poderia dar toda essa atenção, eu tinha meu trabalho e minha mãe também, expliquei a ele que só o via de manhã e a noite, e perguntei do fundo da alma, quais as chances dele de ficar recuperado nas atuais circunstâncias.

No mesmo momento o veterinário que havia me atendido da outra vez, foi para sua mesa e puxou o histórico do Milagre no computador, começou a ler em voz alta para esse veterinário, que estava alheio ao restante do seu quadro. Ao final de tudo, ele disse: “É… No caso dele não é só a infecção, possui uma série de outros problemas, perdeu a sensibilidade das patas traseiras, já não tem uma da frente, o fato dele comer e beber sozinho, é bom, mas não lhe garante melhora no restante, é um tipo de paciente que não pode ficar sozinho, pois precisa de cuidados em tempo integral.

Perguntei entre lágrimas se ele achava que no caso dele seria melhor eutanásia, pois se esse era os cuidados que ele deveria ter, eu não poderia dar. Ele disse que isso não partiria deles, mas que no caso dele realmente era complicado eu continuar com seu tratamento se não poderia ficar com ele diariamente. O Milagre a essa altura já estava se lambendo e lambendo a mesa ao qual estava em cima, tamanha a sede que deveria estar.

Como era uma decisão muito difícil e muito séria, disse que precisaria fazer uma ligação. Eles me deixaram a vontade e liguei para minha mãe. Minha mãe começou a chorar comigo ao telefone. Disse que já esperava isso, pois ele estava ficando cada vez pior, e que por mais triste que fosse pelo menos agora ele descansaria e não ficaria nessa agonia de só ficar deitado, impossibilitado de fazer o que quer que fosse. Para tentar me acalmar disse também que eu tinha um coração muito bom, mas que já tinha feito tudo que podia, como ele ia ficar em casa o tempo todo sozinho com todos esses problemas? 😦

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Meghan Trainor

Se você nunca ouviu falar nesse nome, tudo bem, eu também não até alguns dias atrás! Meghan tem apenas 19 anos e já está fazendo o maior sucesso com a música “All About That Bass” que já está na parada da Billboard! Apesar de dizer que uma de suas influências é Christina Aguilera, assim que ouvi essa música me veio a cabeça “Duffy“, voz e batida muito semelhante. Quando fui buscar a tradução de “All About That Bass” (que por incrível que pareça foi antes de ver a foto da própria cantora) me surpreendi com a letra, e quando vi sua foto entendi tudo. Uma Adele da vida, linda, talentosa, que não se prende a rótulos da mídia.

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“Pois você sabe, eu sou mais um corpo violão

Um corpo violão, não um tipo flauta […]

minha mãe me disse “não se preocupe com seu peso”

Ela diz “meninos gostam de ter o que apertar à noite”

Gostei da batida e da letra. Essa cantora promete!

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Milagre – Parte 14 “Desespero”

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Quando vi aquele corte em suas costas, – indecifrável, que não se via o fundo, mas parecia que estava na carne, e não se via sangue, somente uma gosma branca – fiquei desesperada! Eu não tinha como correr com ele para algum pronto socorro, minha folga seria dali a dois dias, o que eu iria fazer???!

Liguei na clínica particular, afinal tinha direito a um retorno gratuito, e descrevi para a veterinária aquele corte, ela, assim como todos os médicos, não deu nenhum diagnóstico, por mais detalhista que eu fosse, disse que precisava olhar. Sabendo que se eu o levasse independente do que fosse geraria um custo, o jeito foi enfaixar e esperar agoniantemente até minha folga, pois levando-o no hospital, sabia que o atendimento seria bem mais completo.

E assim seguiram os dias… Todo dia eu trocava o curativo e limpava aquela gosma, sem saber que diabos era aquilo. Quando retornei no hospital, demorou milênios para sermos atendidos, acabei fazendo uma ceninha porque fazia mais de horas que não éramos chamados e o caso dele era grave, será que ninguém entendia???!

Teve um momento que não aguentei e comecei a chorar. Uma mulher que era a “chefe” lá, tinha sido grosseira quando fui questionar a demora pela segunda vez, dizendo que eu tinha que esperar e ponto final, mas parecia que todos eram chamados e menos nós, as horas passavam e nada! Sendo assim, só me restou chorar. As outras “donas” que também estavam aguardando foram muito carinhosas e gentis, me deram água, e me fizeram contar toda a história dele com esse novo problema. 

O pobrezinho estava com fome e com sede, eu apesar de ter levado ração num pote, não podia lhe alimentar, para o caso de precisarem lhe aplicar anestesia depois, e imaginem a situação dele? Fome, sede e dor. Entendo que era de graça, mas e os atendimentos preferenciais?? Ele era um cão deficiente afinal!

Fui ao banheiro lavar o rosto enquanto elas olhavam ele, e quando voltei disseram “você saiu e ele levantou a cabeça da caixa para ver aonde você ia, tem muito carinho por você” só me fez chorar mais! 😥 Sem planejar, o meu chororô acabou dando certo, pois logo o chamaram. Eu já estava toda sensível e quando fui falar com o veterinário chorei ainda mais, a história do Milagre estava chegando ao fim. 😦 Segue abaixo a foto do tal corte para que possam entender meu desespero:

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Infecção nas costas do Milagre

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Milagre – Parte 13 “Novo Problema”

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Quando voltei com ele da clínica, me senti com as forças renovadas! Mesmo que tenham dito que no momento não seria possível fazerem uma nova cirurgia, e que sua recuperação era incerta, eu acreditava que tudo seria uma questão de tempo, e que agora que tinha descoberto esse hospital, tudo ficaria mais fácil. Teríamos retorno na semana seguinte para que pudessem acompanhar seu quadro médico.

Comprei itens médicos para sempre trocar seu curativo, achei melhor fazer igual fizeram na clínica, pois assim não seria preciso colocar o colar, e até achei mais higiênico dessa forma. Entretanto, passaram-se três dias, e percebi que estava mais arredio, mais frágil, eu mal o mexia e já demonstrava mais incômodo. Comprei-lhe fraldas em uma tentativa de deixá-lo limpo por mais tempo, mas não deu certo, e um dia enquanto o limpava, ele se virou para o lado oposto bruscamente, e foi quando eu vi… o motivo de suas novas dores. Meu Deus o que seria aquilo??! Eu não sabia dizer!

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As Coisas Que Você Sabe Sobre Mim

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Título Original: El Cielo Ha Vuelto

Autor: Clara Sánchez

Editora: Planeta

Ano: 2013

Sabe aquele livro que te prende do começo ao fim? Então, esse é exatamente assim! Patricia é uma modelo de 26 anos bem sucedida, casada, feliz e com a vida perfeita, até que conhece Viviana em um vôo, essa por sua vez é uma vidente, e lhe revela que alguém quer vê-la morta. Obviamente Patricia não a levou a sério, afinal quem daria crédito a uma estranha?! Mas a partir desse dia, pôde perceber pequenos (e grandes) acidentes ocorrerem em sua vida, fazendo com que ficasse paranoica, querendo descobrir quem seria esse alguém?! Descobre o paradeiro de Viviana e iniciam sua busca.

Sur-pre-en-den-te!!! A escritora nos revela aos poucos determinados personagens, e conforme vão entrando em cena, assim como Patricia, ficamos desconfiadas se não seriam a tal pessoa. Impressionante!!! Confesso que a pessoa que desconfiei realmente tinha culpa no cartório, mas me surpreendi ao constatar que tinha razão só que com um elemento a mais! Mistério e descobertas, é o que mais temos aqui, com duas reviravoltas bombásticas no final.

“Não se deixe limitar pelo que vê. O que você vê não é tudo. Debaixo da pele estão os nervos e os músculos, debaixo dos músculos os ossos, e dentro dos ossos a medula. Dentro das veias está o sangue. Debaixo das folhas está o tronco, dentro das pétalas, o pólen. Sempre há algo mais.” (Pág. 98)

TRILHA SONORA

música

Música ideal para ouvir durante a leitura:

Bad Things – Meiko