Publicado em teatro

O Jardim das Cerejeiras

Temporada: 10 de janeiro à 02 de Junho

Local: Teatro Aliança Francesa

Categoria: Drama de Época

Escrita pelo dramaturgo russo Anton Tchecov, O Jardim das Cerejeiras é uma peça antiga, tendo a sua primeira apresentação em 1904, sendo dirigida por nada mais, nada menos que Constantin Stanislavski. 👏🏻

A história se passa no século XIX, na Rússia, sendo retratado o dilema de uma família falida, soterrados em dívidas, que acabaram de voltar de uma longa viagem e estão prestes a perderem a sua casa, onde há um jardim das cerejeiras que possui valor sentimental para eles.

Infelizmente peças de teatro do gênero drama, não costumam me atrair tanto, mas esta tive que assistir meio que por obrigação, pois precisava fazer uma resenha depois para a escola de atores, no qual estudo, e aproveitei para fazer uma resenha aqui também rs. 😬

Mesmo que não seja um gênero que me cativa ir ao teatro, abri a minha mente e fui animada assistir à este espetáculo, que, apesar de ser muito bem produzido, possuir excelentes atuações, belíssima estética, um fantástico jogo de luzes que abrilhantou diversas cenas e até mesmo alguns personagens engraçados (destaque para o irmão desnaturado sem nenhum senso de responsabilidade e a empregada da família), estarei mentindo se disser que saí de lá com aquela sensação de que foi um programa proveitoso. Com uma duração de 2h, não tive como não ficar entediada após certo tempo, perante uma peça tão extensa e maçante. Repito que, a minha crítica não se aplica em nada aos atores, mas ao enredo em si que simplesmente não me cativou.

O desfecho foi interessante, pois fugiu do clichê em que tudo termina bem e os protagonistas tiverem que se adaptar ao fracasso e a perda (olha eu fazendo spoiler), mas ainda assim, não é o tipo de peça que eu assistiria de novo (sim, eu sempre repito quando gosto) ou recomendaria para alguém, a não ser que a pessoa me dissesse que é fã de dramas de época rs.

Enfim… te desafio a assistir à essa peça – que teve sua temporada prorrogada de março até junho, com apresentações de quinta à domingo – e vir aqui contestar (ou concordar) com a minha opinião depois. 😉