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Coisa Mais Linda

Direção:  Heather Roth e Giuliano Cedroni

Ano: 2019

Nº de Episódios: 7

Categoria: Obra de Época

Já que está todo mundo comentando a respeito desta série, eu, como uma viciada em filmes e séries que se preze, não poderia ficar de fora! 😌 De fato, Coisa Mais Linda é uma produção muito boa e vou explanar o porquê.

Para começar, a série se passa na década de 50, quando as mulheres não tinham voz, o machismo reinava na terra e o racismo estava em alta. Coisas que infelizmente ainda existem nos dias de hoje, mas não de um jeito tão exacerbado quanto antigamente.

A nossa principal protagonista é Maria Luiza (Maria Casadevall – Ilha de Ferro), uma mulher casada que, ao decidir ir se encontrar com o marido, que viajou para o Rio de Janeiro com o propósito de abrir um restaurante, descobre ter sido enganada. Ele não só desapareceu, como também a traía e roubou todo o seu dinheiro. Como Malu vem de uma família rica, as consequências dessa decepção até poderiam ser amenizadas com o apoio de seus pais, porém, ela usa a oportunidade para dar um novo rumo a sua vida. Indo completamente contra aos padrões que a sociedade determinava para as mulheres naquela época.

Mas a série não centra somente na vida da Malu não, afinal, temos quatro mulheres na capa, logo, mais personagens femininas possuem destaque na trama. Sendo elas: Adélia (Patrícia Dejesus – Rua Augusta), Thereza (Mel Lisboa – Na Presença de Anita) e Lígia (Fernanda Vasconcelos – 3%). A propósito, ressalto aqui que TODAS as quatro protagonistas são personagens admiráveis. Mulheres de fibra, boa índole, cada uma com a sua cruz.

Não é uma série feminista, mas, sim realista. E ao mesmo tempo em que ficamos indignados em como as mulheres eram tratadas sem nenhum direito naquela época, ficamos aliviados por hoje em dia muita coisa ser diferente.

As atuações estão IMPECÁVEIS, inclusive, descobrimos um talento oculto da Fernanda Vasconcellos. Que voz é aquela?! 😯 O final é simplesmente surpreendente, adoro quando sou pega de surpresa assistindo alguma cena e isso aconteceu no último episódio de Coisa Mais Linda. Nos dando a certeza de que haverá segunda temporada!! 🤗

E para finalizar a postagem (queria poder falar mais, mas não quero fazer spoilers), deixo vocês com a minha cena preferida de toda a série. Episódio 5, quando Maria Luiza finalmente inaugura o Clube de Música: Coisa Mais Linda! ⭐️

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10 Músicas Legais que descobri em Março

Welcome to april! ^^

E assim como no mês passado, vamos a mais uma playlist maravilhosa de músicas que descobri durante o mês que passou.

PS.: Não deixem de comentar se gostarem ou se já conhecerem alguma! Combinado? 🙂

1| Did You Miss Me – The Veronicas

The Veronicas é uma dupla australiana de pop rock. São gêmeas e fazem um som muito marcante. As vezes rock, as vezes pop ou os dois gêneros misturados. As acompanho desde outros carnavais e esta música, que é de 2014, descobri por acaso como sugestão do Spotify. Fala se não é um arraso?!

2| Headcase – Kailee Morgue

Não é segredo para ninguém que sou fã da maravilhosa Kailee Morgue, então, não poderia deixar de citar a sua nova música. Sinceramente falando, não é uma das suas melhores produções (Siren e Medusa são beeeeeem melhores), mas Headcase também é gostosinha.

3| Come a Little Closer – Cage The Elephant

Na ativa desde 2006, Cage The Elephant é uma banda de rock norte-americana. Essa música conheci através de um amigo e fiquei imensamente agradecida pela indicação. ❤ Fala se não é um som mega fantástico?!

4| Glory Box – Portishead

Olha que delícia a sutileza dessa melodia. E o mais incrível é que foi lançada em 1994!! A banda está na ativa desde 1991 e os descobri só agora, graças a uma sugestão do Spotify. Viva a era da tecnologia! \0/

5| Hustle – P!nk

Lhes apresento a nova música da P!nk!! Eu adorei… e vocês?? 😀

6| High Heels. – JoJo

JoJo é aquela típica artista de um sucesso só. Você provavelmente já ouviu “Too Little, Too Late” e nunca mais ouviu-se falar dela desde então. Bom… High Heels. foi lançada em 2016 e também descobri só agora. Gostei bastante! 😮

7| I’m Not Calling You A Liar – Florence + The Machine

Florence And The Machine é uma banda britânica de indie rock que está na ativa desde 2007. Já conhecia algumas músicas deles, mas esta em específico, descobri enquanto assistia determinado episódio da série Pretty Little Liars. Fenomenal.

8| Boy’s Don’t Die – Rich Jacques

Essa aqui é mais uma que descobri assistindo PLL. Olha que melodia mais cremosa. É como se eu sentisse os meus ouvidos derreterem no refrão.

9| Saudade – Karol Conká

Esse é o mais novo sucesso da Karol. Descobri por acaso no Youtube e já estou viciada.

10| Você – Tim Maia

Essa eu já conhecia desde os anos 90, mas não lhe dava a devida importância. Porém, agora que a ouço com bastante frequência na novela das 7 (Verão 90), passei a prestar mais atenção na sua composição e a gostar, como se eu tivesse redescoberto essa música! ❤

E é isso… até a postagem do mês que vem, com as descobertas musicais de abril! *-*

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The Sinner – Primeira Temporada

Direção: Antonio Campos

Ano: 2017

Nº de Episódios: 8

Categoria: Policial, Drama, Suspense

Imagine que aflição uma pessoa aparentemente tranquila e do bem, ser flagrada matando alguém? Pois é… Após sermos apresentados a vida cotidiana de Cora (Jessica Biel – Eu os Declaro Marido e… Lary) que é uma mulher tranquila, casada e mãe de um filho pequeno, somos surpreendidos com uma atitude nada condizente com a sua personalidade. Sem nenhum motivo aparente, ela mata um desconhecido a facadas, em público, na praia!! Eu fiquei de queixo caído olhando para a tela! Foi tão repentino que qualquer um se assustaria.

Como foi pega em flagrante e confessou seu crime, não haveria mais o que contestar sobre a sua acusação, porém, o detetive Harry Ambrose (Bill Pullman – O Protetor), se aprofunda no caso, buscando descobrir o porquê do assassinato, quando nem mesmo a própria acusada sabe o motivo de ter feito aquilo.

O desenrolar da série é mesmo surpreendente. Te prende do começo ao fim e dificilmente você adivinhará o que de fato aconteceu, sem assistir até o último episódio. A trama mescla entre cenas do passado e presente para que, aos poucos, possamos entender melhor esse quebra-cabeça.

Por mais que seja uma série de ficção, não é nenhuma mentira a capacidade do nosso subconsciente de armazenar traumas e segredos, sem que nós mesmos saibamos o que está guardado lá. E o mais interessante ainda é que realmente certos rompantes podem acontecer em qualquer momento, quando acionados, mesmo que involuntariamente. Tudo isso aconteceu com a nossa protagonista e ficamos o tempo inteiro querendo saber como será o seu desfecho.

Ressalto que Jessica Biel está maravilhosa!! A conhecia apenas do filme: “Eu os Declaro Marido e… Lary” (que é comédia) e fiquei ainda mais admirada com o seu trabalho.

Não tenho muito o que contar da série, sem fazer spoiler, então só posso lhes dizer que vale muito a pena assistir e que, assim como eu, vocês também irão se surpreender!!

Trilha Sonora

Destaco aqui apenas a música mais marcante da série toda (vocês saberão o porquê quando assistirem):

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Confissões de Uma Adolescente Em Crise

Título Original: Confessions of a Teenage Drama Queen

Direção: Sara Sugarman

Ano: 2004

Categoria: Adolescente

Mary ou Lola, como ela gosta de ser chamada (Lindsay Lohan – Sexta-Feira Muito Louca), é uma adolescente que sonha em ser uma atriz famosa e vê seu sonho sendo sabotado, quando sua mãe se muda de Nova York para Nova Jersey. Iniciando aí o seu grande drama adolescente.

Mas não adianta ficar chateada com coisas que você não pode mudar. Vou encarar minha nova cidade como um palco vazio onde farei meu espetáculo. No fundo, sinto que uma lenda está para nascer. E, no caso, essa lenda sou eu. (Lola Steppe)

Em busca do sonho de ser uma atriz de sucesso, Lola se inscreve para o papel principal da peça de teatro da escola e acaba rivalizando com Carla (Megan Fox – Garota Infernal), aquela típica patricinha que sempre consegue o que quer e não aceita que alguém seja melhor do que ela.

Lola também é fã incondicional do Stu Wolff (Adam Garcia – A Última Noite de Solteiro), vocalista da banda Sidarthur e por conta disso faz amizade com Ella (Alison Pill – Meia Noite Em Paris), quando descobrem serem fãs da mesma banda. Ella é o total oposto de Lola (tímida, medrosa e sem iniciativa), mas ainda assim se tornam grandes amigas.

E se já não bastasse todos os seus dramas adolescentes, nada se compara ao drama principal, quando a banda Sidarthur anuncia seu fim e marcam um último show de despedida. As meninas se desesperam para poderem ir assisti-los, criando mil e uma possibilidades, mesmo quando tudo começa a dar errado.

Posso dizer que depois de Meninas Malvadas, Confissões de Uma Adolescente em Crise é meu segundo filme preferido da Lindsay Lohan! Não sei como ainda não tinha feito resenha dele aqui. O filme trás muitas mensagens importantes. A primeira é que não se deve mentir para que as outras pessoas te achem mais interessante, a segunda é que uma amizade verdadeira pode nos tornar pessoas melhores e o principal: Você nunca deve desistir dos seus sonhos! A trama é super engraçada, musical e muito alegre. É uma pena que não se fazem mais filmes adolescentes como antigamente.

Trilha Sonora

Como o filme é de 2004, não achei a trilha sonora tão interessante, a não ser pelo fato de que três músicas são da própria protagonista!! Então, trouxe apenas as que me agradaram:

Lindsay Lohan – That Girl (Música tema do filme)

Lindsay Lohan – A Day In The Life (Quando Lola e Ella estão andando de bicicleta)

Lindsay Lohan – What Are You Waiting For You (Música final)

Lumidee – Never Leave You (Quando Lola e Carla chegam juntas para ver o resultado da audição de teatro e depois quando Ella e Lola seguem o carro da Carla, no dia do show)

Rose Falcon – Up Up Up (Quando Lola e Ella estão procurando pela casa do Stu)

Simple Plan – Perfect (Quando Lola está na bad)

Não deixe de comentar as suas impressões do filme também! 😀

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Temos a Arte para não morrer da Verdade

Todo mundo deveria fazer teatro. Na verdade, é uma grande catástrofe que a arte não seja estimulada em nosso país. Você sabia que nas escolas americanas há disciplinas extracurriculares como: música, culinária, teatro e fotografia, sem que o aluno precise pagar um curso a parte, como ocorre aqui no Brasil?

Mas enfim, não estou aqui para enaltecer o ensino americano (apesar de realmente ser surpreendente melhor que o nosso) e sim para defender a questão da importância do teatro na vida das pessoas. Já ouvi muito dizer que Fulano ou Ciclano entraram no curso de teatro para acabar com a timidez, brotando em mim a ideia de que o teatro tivesse duas funções: formar um ator e acabar com a timidez de pessoas tímidas, quando, na verdade, vai muito além disso.

Sou formada em Jornalismo e meu primeiro contato com o teatro foi no primeiro semestre da faculdade. Na época decidi entrar para o Núcleo de Dramaturgia com interesse apenas nas horas complementares que eu ganharia. Fui para as aulas sem ter a menor ideia de como seria. O professor que nos guiava, passava atividades que no começo me pareciam bobas e me envergonhava fazer, como quando ele pediu que fingíssemos estar nadando dentro de um oceano, em busca de algo novo como nadador. O espaço inteiro do auditório era esse oceano. Nos enfiávamos entre as poltronas, deitávamos no chão, rolávamos, pulávamos, sentávamos e apesar de por fora parecer que eu estava imersa naquele exercício, por dentro eu me sentia uma boba por estar fazendo aquilo. A ideia do ator na minha cabeça era a de aquele que decora o texto e diz suas falas na frente de outras pessoas, não o que fica brincando de faz de conta em um auditório de faculdade.

No final das contas, o Núcleo não me rendeu as horas complementares que eu tanto precisava. Perdi minhas 40 horas livres devido a uma falha na organização das aulas que não computou a minha participação, mas, em contrapartida, ganhei um presente ainda maior: O bichinho da arte havia me picado e a agora eu queria mais.

Eu tinha acabado de ingressar na faculdade e não havia a menor possibilidade de abandonar o curso, uma vez que já tinha demorado anos para decidir o que cursaria. Segui adiante com o meu sonho de ser jornalista, mas, na reta final da graduação, ou seja, no último ano, decidi cursar algo relacionado a atuação em paralelo com as aulas da faculdade, para ter mais certeza que aquela picada do bichinho da arte era compatível com a minha pessoa.

Me inscrevi num Curso Livre de Interpretação Para TV, que era curto (com uma duração de 4 meses cada módulo) e que serviria para me mostrar se eu realmente possuía o dom para me tornar uma atriz ou se era só fogo de palha da minha cabeça mesmo.

No primeiro dia de aula, antes mesmo que começássemos com os exercícios, enquanto a professora apenas explicava coisas técnicas sobre a rotina de gravação de uma novela e cinema, senti algo positivo dentro de mim, algo que me dava a certeza de estar no lugar certo. O meu único medo era não ter o dom para a atuação. Pois, por mais que a professora frisasse que o talento não era determinante, que o estudo e a dedicação tinham mais peso, eu não insistiria em algo que estivesse nítido que eu não levasse o jeito para a coisa.

Durante aquele ano (que foi no ano passado), acabei cursando dois módulos do curso de TV (Iniciante e Avançado) e, em paralelo, também fiz dois workshops.

Foi a partir do primeiro workshop que a minha vida e a minha visão do mundo e das pessoas, começou a mudar. Por isso falo da importância da arte na vida do ser humano. É o tipo de experiência que indico para QUALQUER pessoa, não só para quem quer ser ator. O primeiro workshop que fiz foi de “Interpretação Para Cinema” com o Sérgio Penna, no Rio de Janeiro. Para quem não sabe, Sérgio Penna é um preparador de atores muito famoso e conceituado. Seu método de ensino é extenso e muito completo. Fui até o Rio para fazer, porque ele já tinha passado por São Paulo e demoraria até que viesse de novo. Durou três dias.

Imensurável o aprendizado adquirido. Voltei para a casa mais humana e amando mais o ser humano. Você começa a perceber que realmente existe esse lance de energia e a troca de energia no workshop do Penna foi incrível. Não havia rivalidade, superioridade (e olha que tinha famosos participando do workshop também), parecia que todo mundo era da mesma família, como se fôssemos irmãos, sabe? No começo eu estava um pouco travada, pois eu nunca tinha feito um workshop antes e não sabia que funcionava daquela maneira tão coletiva e libertadora. Você não é mais só você, você é todos e todos são você. Fantástico e maravilhoso.

São experiências edificantes para o nosso ser, mas que, se não forem cultivadas, com o passar do tempo, a correria da vida cotidiana engole as sensações vividas e aos poucos você esquece a importância da conscientização de tudo que foi aprendido. Então, no mês seguinte fiz outro workshop, dessa vez da Fátima Toledo, chamado: “Coragem Emocional”. Esse durou uma semana. Igualmente engrandecedor.

Ao estudarmos atuação, não aprendemos apenas a decorar um texto, posicionamento de câmera e enquadramentos. Aprendemos a ser pessoas melhores. Ser ator envolve a busca pelo autoconhecimento. Por isso que em sua maioria, os atores são pessoas alegres e felizes, ainda que nem sempre sejam bem-sucedidos financeiramente. Isso por que são livres, e liberdade, ao qual me refiro aqui, não é sobre o direito de ir e vir, falo da liberdade espiritual. Se livrar dos seus medos, dos seus bloqueios, das suas inseguranças, afinal, os atores precisam se livrar de tudo isso para poderem viver um personagem com real entrega e perfeição.

Então deixo aqui mais uma vez esse conselho a você que estiver lendo isso. Faça teatro. Busque o autoconhecimento. Todos temos uma missão na Terra, cabe a nós descobrirmos qual e usufruirmos deste conhecimento com total sabedoria.

Nossa experiência levou-nos a crer firmemente que só o nosso tipo de arte, embebido que é nas experiências vivas dos seres humanos, pode reproduzir artisticamente as impalpáveis nuanças e profundezas da vida. Só uma arte assim pode absorver inteiramente o espectador, fazendo-o, a um só tempo, entender e experimentar intimamente os acontecimentos do palco, enriquecendo a sua vida interior e deixando impressões que não se desvanecerão com o tempo.

(Constantin Stanislavski – A preparação do ator)