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Camila Moreira e Carine Raposo na Bienal do Rio

Carine Raposo e Camila Moreira

Imagina que maravilhoso seria, se você, que está escrevendo seu primeiro livro, tivesse a grande oportunidade de ver a sua vida mudar, ser convidada para participar de um grande evento como a Bienal do Livro e melhor ainda: conhecer diversos leitores e fãs, que você nem imaginava que tinha!!

Carine Raposo

Quem viveu essa maravilhosa experiência, e me contou um pouquinho dessa emoção, foram as escritoras Camila Moreira (autora da duologia “O Amor Não Tem Leis” e “8 Segundos”) e Carine Raposo (“O Penhasco” e “Olhar de Fogo”). Para você que ainda não conhecia essas beldades, ou conhecia apenas uma delas, farei uma breve introdução!

Camila Moreira

Elas escrevem gêneros de livro totalmente diferentes uma da outra! Enquanto Carine nos encanta com suas histórias de fantasia, suspense e romance (sim, ela conseguiu mesclar os três!), Camila é uma Sylvia Day brasileira, que simplesmente arrasa com seus livros eróticos! Ressalto que suas histórias não possuem só a erotização, mas sim todo o enredo de uma personagem cativante, com uma pitada daquilo que todo mundo gosta! 😉

O Amor Não Tem Leis

Ambas marcaram presença na Bienal do Livro, que ocorreu em Setembro desse ano, no Rio de Janeiro, e aproveitando que elas estiveram lá, pedi que respondessem o questionário abaixo, para que assim como eu, você possa saciar a sua curiosidade sobre esse mundo incrível e mágico, e mais ainda, ficar por dentro de como é realizar o sonho de publicar seu livro.

Para que não fique um post muito extenso, o dividirei em duas partes, hoje será com elas nos contando como foi participar da Bienal, e no próximo post, sobre o processo para a publicação do primeiro livro. Estão preparadas? Então vamos lá! 🙂

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Camila Moreira

1- Foi sua primeira Bienal? Como se sentiu? Foi do jeito que você esperava?

Camila: Essa foi minha segunda Bienal, porém a primeira no Rio de Janeiro, e por isso foi uma experiência gratificante. Em 2014 estive pela primeira vez em um evento literário, tanto como escritora como leitora. Foi emocionante, entretanto, este ano foi algo que ficará eternamente em minha memória. Foi muito mais do que eu esperava, e realmente fiquei impressionada com a quantidade de pessoas que me reconheceram.

Carine: Sim, foi incrível. Me senti em um parque de diversões. Trabalhar 10 dias consecutivos nesse mundo fantástico dos livros, ao lado de outros escritores e conhecer novos leitores todos os dias, foi um sonho. E o livro ainda teve a primeira edição esgotada antes do previsto.

2- Em média, quantas pessoas lhe visitaram por dia?

Camila: No sábado, dia 05/09, tivemos um encontro de autoras da Suma de Letras e Seguinte, selos do Grupo Companhia das Letras. O evento contou com, além da minha presença, Juliana Parrini, Raphael Montes e Capitolina, e ocorreu por volta das 20h, ou seja, um pouco tarde, mas para minha surpresa, quando cheguei ao auditório, uma fila já se formava aguardando a entrada ser liberada. Foram mais de 300 pessoas, e ficamos no local até às 22h.

No segundo dia (06/09) foi realizada uma sessão de autógrafos no estande da Companhia das Letras. O planejado era começar às 19h30min, mas devido a quantidade de pessoas que estavam aguardando, comecei a autografar às 16h, ficando no estande até pouco mais das 21h. Não sei precisar a quantidade de pessoas, mas foram 5 horas de autógrafos.

Da mesma forma foi no dia 07/09, quase 3 horas de autógrafos e fotos. E, mesmo fora de eventos oficiais da editora eu visitei estandes e autografei em qualquer lugar em que passava.

Carine: Não cheguei a calcular quantas pessoas por dia, mas várias me procuraram ao longo da feira dizendo que me conheciam do facebook ou do Wattpad, foi sensacional.

3- Quantos livros possui publicados? Houve lançamento de algum livro novo? Qual?

Camila: Tenho três livros publicados. Em 2014 foi lançado da duologia O Amor não tem leis, e nesse ano, em Abril, lançamos 8 segundos. Foram esses livros que autografei na Bienal.

Duologia o Amor não tem leis

8 Segundos

Carine: Possuo dois livros publicados, O Penhasco em formato físico e Olhar de Fogo em ebook.

O Penhasco

Olhar de fogo

4- Dos autógrafos que deu, qual dos seus livros foi o mais autografado?

Camila: Acredito que, por ser o mais recente, 8 segundos tenha sido o livro mais autografado.

Carine: Somente O Penhasco, por ser o único em formato físico.

5- Como sabemos, nem tudo são flores… Houve alguma situação ou momento que se sentiu desconfortável ou não gostou de algo? Se sim, justifique.

Camila: Não tive nenhum momento que não tenha gostado. Os únicos momentos em que me senti desconfortável foram quando ia aos eventos de outras autoras. Acabava tumultuando a fila, tirando foto e autografando livros. E, por isso não me sentia muito bem “bagunçando” os eventos das colegas (risos).

Carine: Apenas a organização das filas de entrada e o fato dos autores credenciados serem obrigados a dar uma volta imensa todos os dias para entrar no RioCentro.

6- Quando começou a escrever seus livros, imaginava que um dia estivesse na Bienal?

Camila: Quando comecei a escrever eu sequer imaginava ser escritora, que dirá estar em uma Bienal. Foi, com certeza, o ápice de toda minha recente carreira como escritora.

Carine: Nunca! Rs Quando comecei, tinha apenas o sonho de concluir um livro.

7- O que você mais gostou dessa experiência? A viagem, os fãs, ou o reconhecimento e notoriedade?

Camila: Antes da Camila escritora existe a Mila leitora. Estar em uma Bienal já é fascinante pelo simples fato de vivenciar, nem que seja por um dia, tudo que aquele local nos reserva. E, poder fazer isso tendo seu livro exposto em uma das maiores editoras é ainda mais gratificante. Tudo foi especial para mim. Eu amo o Rio de Janeiro, e fiz amigos verdadeiros nessa cidade, amigos que antes conhecia apenas através dos livros, e das redes sociais, e que hoje fazem parte da minha vida. Viajar com minha irmã e meu namorado também me ajudou muito, tornando tudo mais divertido. Mas, com certeza, os encontros com meus leitores foram os momentos mais felizes que tive durante a Bienal.

Carine: Eu diria que tudo! Rs. Mas por ordem, o carinho dos leitores (porque sem eles, o livro não existe), o reconhecimento e a notoriedade.

8- Pôde conhecer algum outro autor que gostava muito? Se sim, qual e como foi?

Camila: Sim. Além de rever a Babi Barreto, uma escritora mineira que sou apaixonada, eu também tive o prazer de ter a Juliana Parrini ao meu lado em todos os eventos. E conheci autoras que admiro muito e que passei a ter um carinho especial depois que as conheci pessoalmente: Bianca Briones e Babi A. Sette me deixaram apaixonada.

Carine: Pude! Além de encontrar diversos autores nacionais divos, consegui conhecer Josh Mallerman, autor de Caixa de Pássaros, um livro que adorei.

9- Psicologicamente deve ter sido uma experiência incrível, ter seu trabalho reconhecido e ser querida por seus leitores, mas e quanto ao desgaste físico? Foi muito exaustivo? O que lhe cansou mais, a viagem ou ter que ficar por horas sentada, na Bienal?

Camila: A viagem em si já me cansa muito. Eu moro no interior do MT, e para chegar ao Rio de Janeiro às 18h, tive que sair da minha cidade à 1h, ou seja, de madrugada. São 6 horas de ônibus até chegar em Cuiabá, de lá peguei o voo para Brasília, e só então voei para o Rio. A Bienal foi bem cansativa. O local do evento era muito afastado de onde estávamos hospedados, e devido às obras para as Olimpíadas, o trânsito era imenso, chegando a levar 2 horas de viagem.

No primeiro dia não fiquei muito cansada, mas tive um “probleminha”. Fiz uma homenagem a minha personagem de 8 segundos, a Pietra, e usei botas texanas. Foram 10 HORAS de Bienal usando botas. Cheguei em casa com os pés cheio de bolhas.

No último dia, o cansaço chegou, o que era de se esperar, mas tudo, cada segundo, valeu a pena. Eu faria tudo novamente sem pensar duas vezes.

Carine: Eu viajava duas horas por dia para ir e duas para voltar, além de passar o dia todo de pé. Mas acho que o fato de ser pela Bienal renovava minhas forças diariamente. Claro que quando chegou ao fim, passei um dia inteiro deitada no meu quarto rs.

10- Tem vontade de repetir a experiência daqui dois anos? De 0 à 10 como classificaria?

Camila: Posso te responder; Claro, sim ou com certeza. 9, pois queria ter ficado mais dias.

Carine: Demais! E com certeza darei um jeito de estar na de SP também! 11! Mil vezes 11.

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O Penhasco

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Autor: Carine Raposo

Editora: Cadmo

Ano: 2014

Liza é uma jovem de 21 anos que em uma viagem que faz com sua família, lhe acontecesse a terrível tragédia do desaparecimento repentino e sem nenhuma explicação de seus pais!

“Liza, algo aconteceu… Saiam desse hotel, mas não voltem para casa. Não procurem por nós. Amamos vocês.” (Pág. 12)

Esse foi o bilhete deixado por sua mãe antes de desaparecerem. Após esse acontecimento, ela precisou amadurecer muito rápido para cuidar de sua irmã mais nova, Raquel. Uma adolescente muito difícil que após o desaparecimento dos pais deixou de gostar da própria irmã (como se essa tivesse alguma culpa do que aconteceu). As duas se mudam para a casa de dois amigos de Liza (Ben e Amanda) e lá tentam reconstruir suas vidas. Apesar da grande tristeza, Liza consegue ter uma diferente distração com um homem lindo que vem aparecendo em seus sonhos e a levando para o Penhasco, um lugar muito bonito e celestial. Durante o decorrer da história percebemos que aquele rapaz que ela via em seus sonhos não existia somente em seus sonhos, ele realmente existia! 😮 O que deixa o leitor tão surpreso quanto a própria personagem com essa descoberta! Devo acrescentar que me senti na pele da Liza quando esse rapaz, chamado Nathaniel, aparece em sua casa, agindo como se não a conhecesse acompanhado de Raquel! Me senti mal pela personagem, como se fosse comigo! Rs. O mesmo rapaz que até então achávamos que somente que ela poderia vê-lo.

“E por mais que tudo fosse tão palpável quanto o chão frio abaixo de mim, ele apareceu de verdade em minha casa. Não havia mais dúvidas. Não era fruto da minha imaginação.” (Pág. 87)

Se temos bastante romance na história, também temos muito suspense! Sim suspense! Tudo por que uma sombra macabra e desconhecida sempre está no percalço de Liza! Cuja sombra maligna somente Nathaniel conseguia protege-la! A história no entanto se desenrola bem devagar, e até a metade do livro eu meio que “empurrei” a leitura, já que o começo é bem parado, mas eu sabia que quando chegasse em determinada parte ia começar a esquentar, como realmente aconteceu! Rs. Quando um novo personagem entra na história chamado Ethan, tudo começa a ficar mais estranho, esse personagem deverá causar desconfiança em qualquer leitor, bonzinho demais, estranho demais! Mas não revelarei sua verdadeira “culpa” no cartório rs. Uma das partes mais engraçadas inclusive (na minha opinião) é quando estão no jantar de aniversário de Raquel, e Liza acidentalmente cospe o que bebia em Ben ao descobrir algo que até então era surpresa até para o próprio leitor (não vou contar o quê para não perder a graça 😉 ), fiquei imaginando a cena na minha cabeça, e a cara que a Liza teria feito se fosse na vida real hahaha. Conforme vamos diminuindo as páginas restantes, as coisas começam a ficar cada vez mais obscuras e acontecimentos ruins passam a acontecer com muito mais frequência! E o legal de tudo, é que a Carine conta de uma forma, onde é impossível não nos imaginarmos na pele da pobre Liza!

“Corri até a sala e para aumentar o meu terror, Ben e Amanda aparentemente dormiam. Acendi todas as luzes da casa e liguei a televisão. Depois, me encolhi debaixo do edredom no sofá. Cada ruído da rua, do vento ou dos móveis, me fazia tremer. O medo arranhava minha consciência de duas formas horríveis. […] Meus olhos ardiam de sono quando horas depois, criei coragem para me deitar. Eu sentia gelo nas costas apesar de estar na cama, debaixo das cobertas. E mesmo ciente de ser uma mera ilusão de segurança, dormi com a porta aberta e a luz acesa”. (Pág. 112)

Tudo começa a se esclarecer, aos poucos quando surpreendentemente Carine começa a narrar a história contando o que aconteceu com cada personagem. Durante a metade do livro ela alternava entre Liza e Nathaniel, mas quando a história está no pico do mistério, entram narrações expondo tudo que acontecia com os demais personagens, sendo os mais importantes:

Ethan (namorado de Raquel)

“Ethan ficava cada vez mais angustiado. Começava a se esquecer da última vez que seu corpo, obedeceu aos seus comandos” (Pág. 168)

Marie (Mãe desaparecida de Liza, onde a autora nos revela o que realmente aconteceu no dia do seu desaparecimento!!)

“Marie vagou pelas ruas quentes e desconhecidas de Los Angeles. Horas e mais horas já haviam se passado. O suor se instalava em sua nuca, premeditando um mau agouro. (Pág. 181)

Delegado Machado (Cujo delegado ficou encarregado de investigar o desaparecimento de seus pais)

“Do crime agora, ele sabia. Mas não havia lógica. Não havia explicação.” (Pág. 185)

Emmanuel (principal suspeito do desaparecimento dos pais de Liza)

“Só que ultimamente, ou ele andava com muito azar, ou algo muito ruim lhe perseguia. […] Com exceção daquela voz que às vezes invadia a sua cabeça, chegava sem convite e cantarolava seus movimentos, ele preferiu abraçar a ideia de ter perdido o juízo, pois era mais fácil do que raciocinar sobre aquilo.” (Pág. 194)

Stephanie (amiga de Raquel)

“Ela não pôde suportar o constrangimento. E após sua mãe ser demitida após os boatos que se espalharam pela cidade, não houve outra saída. Elas mudaram-se para Winterhill na semana seguinte. Longe da humilhação e do desprezo das pessoas. Longe da vergonha.” (Pág. 199)

Irmã Daiana (freira que cuidou de Nathaniel no orfanato)

“Ela não poderia contar tudo a ele. Ele jamais se afastaria de Liza. Como pode alguém pedir ao próprio coração que cesse de bater?” (Pág. 210)

Paul (pai de Liza)

“Uma soma de lembranças enterradas no passado voltavam para cumprir sua ameaça. Paul, enfim, compreendeu.” (Pág. 246)

Conforme cada narração entrava na história, mais peças do quebra-cabeça iam se encaixando. Eu sabia que Raquel não era flor que se cheirasse, mas fiquei impressionada quando foi revelado sua relação anterior com Stephanie! Tudo foi muito bem explicado, a história começa a te prender cada vez mais até a última página!! E nada como ter a própria autora no seu Face para tirar algumas dúvidas quando surgiam! Hehe.

A minha única crítica, que devo ser sincera que não gostei muito na história, foram as partes em que Liza se referia aos olhos de Nathaniel sempre como “esmeraldas”. Achei bacana no começo, mas depois passou a ser repetitivo, pois não tinha uma única vez em que era citado os olhos dele sem a palavra “esmeraldas” embutido! Rs. Perdi a conta de quantas vezes li essa palavra no livro. Mas no geral achei a história muito bacana e criativa! O final não é nada feliz, mas a boa notícia é que a história tem continuação!! Que se chamará “O Templo” com certeza não podemos perder!! 🙂

A Escritora

Carine Raposo

Assim como na minha última resenha (que também foi de uma escritora nacional), esse é o primeiro livro de Carine Raposo uma pessoa muito simpática e alegre. Tive o prazer de conhecê-la (virtualmente) onde pude adquirir diretamente com ela seu próprio livro autografado. Muito talentosa, onde conseguiu unir na história romance e suspense (dois gêneros que convenhamos são beeem distintos! Rs) sem que perdesse a essência da trama. Lhe desejo muito sucesso, e quem sabe um dia seremos companheiras de prateleira quando eu finalmente terminar de escrever o meu livro também! Rsrs. A autora é super receptiva e carinhosa com seus leitores, quem quiser adicioná-la nas redes sociais não percam tempo, pois ela conversa diretamente com todos!

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TRILHA SONORA

Não há um livro que eu não leia, que não encontre uma música perfeita para ouvir junto com a leitura, e essa música que citarei abaixo é a “CARA” dos personagens!! Até li a tradução, e tem muito a ver com a situação de Liza e Nathaniel!! Seria perfeito se algum dia, se essa história virasse um filme, colocassem na trilha sonora como tema deles, pois juro para vocês, não tem uma vez que eu ouça essa música que não lembre do livro! Rs.

Tove Lo – Out Of Mind

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O Amor Não Tem Leis

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Autor: Camila Moreira

Editora: Objetiva

Ano: 2014

Maria Clara é uma jovem de 23 anos, linda, confiante e de personalidade forte. Após trancar sua faculdade de Direito e passar um tempo no exterior, ela retorna ao Brasil para retomar a sua vida e concluir suas horas de estágio da faculdade. Alexandre Ferraz é um charmoso advogado de 35 anos, lindo, rico, autoritário e indomável. Ele e Clara se conhecem quando a mesma aparece em seu escritório para uma entrevista de estágio. Ela havia sido indicada pela irmã do rapaz, mas isso não animou Alexandre para que a entrevistasse, e só o fez a pedido de seu pai.

A mágica acontece quando ela entra em sua sala. Ele já estava debochando da capacidade da moça, antes mesmo de conhecê-la, pois não estava disposto a lidar com adolescentes na faculdade, mas… se espanta ao ver o mulherão que entra em sua sala! Clara não tinha nada de adolescente. Devido a forte atração que ambos sentem, já que Clara também ficou fascinada pelo Deus grego a sua frenteem menos de uma semana de estágio, eles se envolvem sexualmente. Um sexo carregado de desejo e arrebatador! Tudo é narrado com bastante erotismo e riqueza de detalhes, onde o leitor fica até instigado imaginando a cena em sua cabeça! Entretanto, sabendo que não é certo misturar o profissional com o pessoal, Clara decide colocar um ponto final no que aconteceu, e diz a Alexandre que só foi uma noite e nada mais. Alexandre que não está acostumado a ser contrariado, e inexplicavelmente estava fascinado por Clara, acabou aceitando sua decisão, mas por dentro estava em chamas!

“Clara era minha, ela ainda não sabia disso, mas era uma questão de tempo. Minha menina não conseguiria resistir a mim. Fala sério! Quem resistiria?” (Pág. 112)

Quando ele deixa de insistir para que fiquem novamente, ela começa a sentir falta de toda aquela atenção e desejo que ele emanava, e em uma noite explosiva na boate, ela não consegue mais mentir para si mesma, e acabam se encontrando e transando loucamente. Resolvem fazer um acordo entre si. O envolvimento dos dois seria somente sexual. Nada de amor, sentimentalismo, ou cobranças. Mas seria somente desejo da carne quando você não consegue mais ficar longe da pessoa?

“- Diz que você é minha! – ele falava de forma sexy e eu quase atendi o seu pedido, mas não podia falar o que ele queria ouvir. Alexandre já estava se confundindo e me confundindo, e eu precisava manter nosso acordo.” (Pág. 145)

Clara possui alguns mistérios, que a autora custa a nos revelar! Tais como:”porque Clara voltou do exterior?” e “porque proíbe a si mesma de se relacionar com alguém emocionalmente?“, “quem seria Felipe?” e “porque ela não pode doar sangue?”  Somente próximo ao fim do livro que as revelações vem a tona.

“Aqueles que dizem que o álcool ajuda a dar coragem, não fazem ideia do que é estar ao lado do atual e em frente ao ex, sem poder definir qual deles é mais gostoso.” (Pág. 209)

Devido aos mistérios no passado de Clara, ela se reprime ao perceber que está se apaixonando por Alexandre e dá o maior pé na bunda dele, sem mais nem menos. Ele que também estava apaixonado por ela, sofre. E é bonitinho ver a forma como um homem que até então era o maior garanhão, fica ao cair de amores por uma mulher.

“Meu apartamento estava vazio, assim como meu coração. A sensação de estar oco dentro de mim me consumia.Talvez por isso, nunca me apaixonei, não estava preparado para tudo o que vem depois, todas as consequências.” (Pág. 241)

*

“Bebia para esquecer, bebia para lembrar e bebia para anestesiar a dor que sentia. Uma dor descomunal, que me fazia lembrar que o amor às vezes é uma merda” (Pág. 252)

Temos vários eventos marcantes que acontece na vida dos dois. Seja a noite na boate que desencadeou os sexos ardentes que viriam depois, a viagem para o Congresso de Direito, que mais pareceu uma viagem de lua de mel, com a ex de Alexandre no percalço de Clara, e o presente surpresa de Clara que acabou se tornando um pesadelo: convite vip para o show do ex namorado que é um cantor americano gostosissímo ao lado do atual. Mas nada se compara a reta final da história, onde acontece um terrível acidente e junto com ele é revelado o maior mistério de Clara relacionado ao seu passado! Confesso que a escritora me surpreendeu demais!! Tinha algumas especulações, mas NADA, exatamente NADA se comparava a realidade de Clara! Minhas considerações a Camila Moreira pois realmente foi um segredo muito profundo, marcante e triste. Triste igual ao final. Pois é minha gente, não temos um final feliz. Mas a boa notícia é que a história tem continuação! Sendo: O Amor Não tem Leis – O Julgamento Final, então só nos resta aguardar…

Camila-Moreira

Não costumo falar do escritores, mas a Camila merece um destaque. O Amor Não Tem Leis é seu primeiro livro e para uma escritora amadora, ela arrasou! E mais uma novidade é que estamos falando de uma escritora brasileira! Ponto para a literatura nacional que está ficando cada vez melhor!!

TRILHA SONORA

música

Uma música que ouvia enquanto lia, e até achei combinar com a Clara por ter seu jeito meu rebelde é:

Cher Lloyd – Riot

Mas além dessa, segue abaixo a lista das músicas citadas no livro:

Rihanna – Diamonds (Quando Clara e Alexandre estão dançando no barzinho)

Capital Inicial – Fogo (Quando Clara e Laís estão no carro)

Spyzer I Feel So Free (Quando Clara e Laís estão dançando na boate)

Blake Shelton – Sure Be Cool If You Did (Quando Clara está no apartamento de Alexandre)

Cássia Eller – Segundo Sol (Quando Alê está no carro dirigindo)

Nando Reis – Por Onde Andei (Quando Alexandre estava em seu apartamento mandando uma mensagem para Clara)

Nando Reis – All Star (Ainda no mesmo momento da mensagem)

Ne-Yo – Sexy Love (Enquanto Clara e Alexandre transavam)

Tim Maia – Eu Amo Você (Quando estão no carro juntos indo para o Congresso de Direito)

Fábio Junior – Só Você (Quando chegaram ao “provável” lual)

Katy Perry – Roar (Quando Clara é sabotada por Lana e some com seu vestido)

Lifehouse – You And Me (Quando Clara e Alê dançavam no baile de gala)

Jason Mraz – I Won’t Give Up (ainda no baile de gala)

Avenged Sevenfold – Seize The Day (Música preferida de Clara e responsável pela sua tatuagem)

Leoni – Garotos II (Quando Clara e Alê estavam quase transando)

Justin Timberlake – Mirrors (Quando Clara revela a Alê o que ele tanto queria ouvir, enquanto transam)

Legião Urbana – Tempo Perdido (Quando Clara estava chegando em seu apartamento)

Imagine Dragons – Demons (Quando estava no show de Dereck Mayer)

Nickelback – Savin’ Me (Quando Clara estava em seu apartamento e pegou no sono)

Paralamas do SucessoAonde Quer Que Eu Vá (Quando está no carro de Alê indo para a Feira Nordestina)

Luiz Gonzaga – Asa Branca (Enquanto estavam na feira)

RastapéColo De Menina (Enquanto estavam na feira)

Rastapé – Versos Sinceros (Enquanto estavam na feira)

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Perdendo-Me

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Título Original: Losing It

Autor: Cora Carmack

Editora: Novo Conceito

Ano: 2014

Bliss Edwards tem 22 anos e está no último semestre da faculdade. A novidade é que ela é virgem. Não que goste de ser, mas nunca se relacionou seriamente com alguém para que sentisse a necessidade de fazer sexo antes. Agora que está prestes a se formar, ela quer perder logo a sua virgindade. Mas com quem? Com um estranho? Ela e sua amiga Kelsey saem para um barzinho. Ela tinha decidido que deveria perder a virgindade aquela noite com quem quer que seja, contanto que também estivesse interessada.

“- Eu não estou falando do cara certo para se casar, docinho. Estou falando do cara certo para agitar esse sangue aí nas suas veias. Para fazer com que você desligue esse seu cérebro analítico e hiperativo e em vez disso pense com o corpo.” (Pág. 7)

Então ela conhece o encantador Garrick. Não poderia ter conhecido alguém melhor. Imediatamente rolou uma forte química entre os dois, e ele também se interessou por ela. Ao final da noite acabaram no apartamento de Bliss. Mas apesar de estar muito excitada, por estar com um homem lindo como ele em sua cama, Bliss ainda estava receosa.

“Era isso. Eu estava prestes a fazer sexo. Eu deveria contar a ele que eu era virgem? Eu deveria contar isso a ele sim. Deveria contar agora? Ou logo antes…?” (Pág. 48)

O fato é que Bliss amarelou e inventou uma desculpa totalmente sem noção! Sem revelar a Garrick que na verdade, era virgem. Mesmo com a coincidência de morarem no mesmo condomínio, Bliss, resolveu esquecer aquela noite. Garrick era incrível, ela tinha gostado demais de ter ficado com ele, se lamentava por não ter tido coragem de ir até o fim, mas não achava que fossem ficar ou se virem outra vez, depois da desculpa esfarrapada que lhe deu. Até que no dia seguinte, no primeiro dia de aula de seu último semestre da faculdade, teve uma grande surpresa!

“Kelsey escolheu aquele minuto para agarrar meu cotovelo e me virar na direção dela. Ergui o olhar para onde ela estava olhando. Foi então que o lápis que me esforcei tanto para achar caiu da minha mão e saiu rolando pelo chão, perdido no abismo debaixo das arquibancadas.” (Pág. 64)

Garrick Taylor era seu novo professor. A partir daí começa a grande tortura de Bliss, que tinha que lidar com seu novo professor como se não o conhecesse, e como se nada houvesse acontecido entre os dois. Ignorando as sensações que ele lhe provocava.

“De maneira alguma eu podia esquecer o que havia acontecido. Mas eu podia tentar. Eu podia fingir.” (Pág. 73)

O bacana é que Garrick também estava bastante interessado em Bliss, apesar das circunstâncias. O que só me faz acreditar que se ela tivesse realmente ido até os “finalmentes” com ele logo no primeiro encontro, talvez ele já tivesse perdido o interesse nela.

“Eu sabia o que era desejar algo que não se pode ter. E mais do que tudo… eu sabia o que era querer e não querer alguma coisa ao mesmo tempo.” (Pág. 100)

Bliss tentava ignorar o que sentia por Garrick, tendo em vista que o relacionamento dos dois era proibido, pois se levassem adiante e fossem descobertos, sofreriam grandes consequências pela Universidade. A história tem bastante erotismo, devido a grande tensão sexual que paira entre os dois. Chega um momento que eles não conseguem mais fingir que nada aconteceu e resolvem manter o relacionamento às escondidas. Será que agora sim Bliss conseguirá perder a virgindade com Garrick? Será que alguém descobrirá esse envolvimento anti-ético entre aluna e professor?

“Havia tantas maneiras para isso terminar mal. Por outro lado, pela primeira vez, eu achava a minha vida mais interessante do que a história de um personagem em uma página. E, ah, meu Deus, como eu queria saber o final! (Pág. 146)

Um ponto interessante da história é o fato de Bliss estudar teatro. Ela participa de audições e apresentações, onde passa ao leitor, que quer seguir essa mesma carreira, uma boa noção das dificuldades e prazeres da profissão.

Achei um pouco entediante e que a autora se estendeu demais, na parte da doença; e também se descuidou de alguns detalhes:

  • Já que Bliss ficou vários dias enferma, e sua amiga Kelsey não adoeceu junto com o restante elenco da peça, como que só se preocupou em visitar a amiga muitos dias depois?
  • Achei sem noção também, quando Garrick apareceu do nada, ao seu lado em seu quarto, sendo que entende-se que ela havia trancado a porta de seu apartamento, quando foi dormir, antes de adoecer. Ele arrombou a porta? Quem abriu pra ele se não havia mais ninguém lá?
  • E como Garrick que estava sem falar com Bliss, se preocupou em ir até seu apartamento do que sua própria amiga Kelsey?

Seria legal se a autora pudesse me esclarecer essas partes rs. De modo geral é uma história legal, a autora narra detalhadamente os momentos em que Bliss e Garrick quase fazem sexo, onde podemos imaginar a cena exatamente como “aconteceu”.

TRILHA SONORA

música

Cher Lloyd – Human

Cher Lloyd – M.F.P.O.T.Y.

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Princesa Adormecida

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Autor: Paula Pimenta

Editora: Record

Ano: 2014

Uma história muito fofa! Áurea Bellora na verdade pertencia a família real, mas por segurança precisou mudar de nome, de país e foi morar com os tios, aos cinco anos de idade. Viver com seus tios, apesar de bastante amada, mimada e paparicada, tirou de Áurea (que agora se chama Anna Rosa) sua liberdade, devido a grande proteção que recebia. Aos onze anos foi para um internato de meninas, mas quando se tornou adolescente, se sentiu incompleta por não ter uma vida normal como suas amigas, com direito a festas e barzinhos.

“Por alguns segundos, esqueci a minha timidez, as recomendações dos meus tios, e dancei como se eu fosse uma adolescente normal, sem receio nem medo de nada.” (Pág. 44)

Sua vida começa a mudar quando misteriosamente recebe umas mensagens no celular de um suposto admirador. Ela começa a se apaixonar por esse estranho sem saber onde isso a irá levar.

 “Do outro lado podia estar qualquer pessoa: meus tios, me testando. Uma das minhas amigas, zoando com a minha cara. Um sem-vergonha qualquer, pronto para me seduzir com suas doces palavras… Mas e se não fosse nada daquilo? […] A curiosidade estava me consumindo e eu só descobriria a verdade se fosse em frente.” (Pág. 62)

Acontece a primeira reviravolta. Áurea sofre um grande atentado e o principal suspeito é o seu príncipe das mensagens. O mocinho se torna o vilão e a vida dela muda da água para o vinho. Paula Pimenta é muito talentosa em suas histórias adolescentes como sempre. Mas ainda prefiro Fazendo Meu Filme. 😉

TRILHA SONORA

música

Colbie Caillat – Raibow

Natália Kills – Wonderland