Aqui está um filme de patricinhas em que não há maldades, nem armações, apenas bom humor e confusões. Estamos acostumados em todo filme de patricinhas, sempre termos aquela líder que se acha, por ser a mais linda e rica do grupo, não é mesmo? Pois nesse aqui não! Nossa querida protagonista tem bom coração e prazer em ajudar os colegas, conseguindo manter a trama interessante e ao mesmo tempo agradável.
Cher (Alicia Silverstone – Excesso de Bagagem) é uma patricinha, filha de um advogado rico, que não possui nenhum tipo de preocupação além de fazer compras no shopping e tirar boas notas na escola. A história foca nela, e na sua melhor amiga Dionne (Stacey Dash – Quanto Mais Grana Melhor), até surgir Tai (Brittany Murphy – Recém Casados) com seu estilo nada afeminado e aparência fora dos padrões de beleza.
As meninas resolvem ajudá-la a se enturmar, mudando sua aparência e principalmente ensinando-a como se portar perante os garotos. Ao mesmo tempo são intercalados dramas juvenis, se encaixando em qualquer realidade de adolescentes que as assistem. O filme não centra em nada específico, não possui grandes desafios, mas ainda assim consegue entreter com facilidade, repleto de muitas cenas engraçadas (principalmente sempre que Cher e Dionne estão ao volante hahaha). Conseguimos ter leves comparações com o clássico “Meninas Malvadas”, pois o filme também é narrado através das impressões da protagonista e também há uma ruiva novata, sendo introduzida ao mundo dos descolados. Contudo, Cher, como falei, não é nenhuma Regina George, ela é um doce de menina, sem nenhuma intenção de prejudicar ninguém.
Um outro ponto positivo no filme é que, apesar das meninas falarem sobre sexo em algumas cenas, e até mesmo usarem roupas bem curtas para chamar a atenção masculina (o que é muito comum nessa idade), não transmite em nenhum momento a ideia de vulgaridade, devido ao jeito espontâneo e inocente da protagonista, desbancando qualquer filme atual, em que as personagens excedem tanto nas roupas, quanto no comportamento assanhado demais para a idade.
Confesso que fiquei chocada, quando descobri que aquela baixinha desengonçada e nada atraente, era nada mais nada menos que a Brittany Murphy! 😳 Em nada se parece com aquela loira bonitona de outras produções como Recém Casados e Grande Menina, Pequena Mulher! Rsrs.
Uma outra curiosidade, é que a cantora Iggy Azalea fez uma adaptação do filme, no clipe de “Fancy”, incorporando a própria Cher, em parceria com a cantora Charli XCX.
Aposto que você já deve ter assistido à esse filme, pois além de ser antigo também fez bastante sucesso, massss caso não, fica a dica para você! 😊
Imagina só que situação desagradável, se você trocasse de corpo com o garoto que você mais detesta e que a recíproca é verdadeira? Descobri esse filme por acaso no Netflix e não me decepcionei! Lembra um pouco “Se Eu Fosse Você“, contudo, aqui a história é ainda mais desafiadora, pois os personagens não são casados, nem muito menos se gostam, pelo contrário, são vizinhos, estudam na mesma escola e se odeiam! Já assisti a vários filmes com essa temática, mas assim com adolescentes do sexo oposto, foi a primeira vez, e adorei! 😊 Vamos a sinopse!
Nell (Samaire Armstrong – Sorte No Amor) é uma adolescente comportada, nerd e virgem; Woody (Kevin Zegers – Pânico Na neve) é aquele típico bonitão popular da escola, joga no time do colégio e namora a lindíssima líder de torcida. Já na primeira cena vemos o quanto os protagonistas se odeiam, nos levando a imaginar o quão engraçado será quando inverterem os papéis rs.
Suas vidas mudam após visitarem o museu de história, e discutirem em frente a uma estátua, de um antigo Deus asteca da feitiçaria. Quando o relógio desperta às 7h00 do dia seguinte, a mágica já está feita e aí começa a confusão. Pude notar muita familiaridade com outro filme desse mesmo gênero, sendo Sexta-Feira Muito Louca, de 2003, principalmente na cena em que os personagens mudam o estilo de vestir um do outro, quando o rapaz aparece com roupa e cabelo mais comportado, e a garota bem mais ousada e sensual.
Aliás, falando em ousadia, como não rir na cena em que ela vai parar no trailer de um garoto do colégio, com fins de perder a virgindade?! Woody que está no corpo de Nell resolve fazer isso para pirraçá-la, após ela terminar com sua namorada, no entanto, na hora H se dá conta que aquilo seria muito gay, afinal ele não é uma mulher! Hahahaha. 😂
Podemos perceber a mudança de comportamento em relação um ao outro, após a suposta noite em que Nell perderia sua virgindade, pois apesar de sabermos que as indagações dela tem relação com o fato de ser o seu corpo, que ele ousou “interferir”, visto por outro ângulo até parece uma discussão de casal rs; E quanto a cena em que ele está a ensinando como lançar a bola, e a abraça, encoxando-a? Hahaha, novamente parece uma cena de casal, com a garota reprimindo a excitação do rapaz, contudo, como sabemos que estão em corpos trocados, fica ainda mais hilário! 😅
Enfim, eu poderia ficar aqui contando mais e mais cenas que considerei o máximo, maaaas, prefiro deixar que vocês descubram por si mesmos! 😉 Ahh, só uma última observação: o ator que faz o Woody se parece demaaaais com o gatíssimo do Zac Efron! ❤️
TRILHA SONORA
Somente os mais conhecidos:
Eminem –Without Me (Quando estão indo para a escola, no começo)
Ozzy Osbourne –Goodbye to Romance (No baile, após a coroação)
James Blunt –High (Cena final do casal)
The Black Eyed Peas –Let’s Get It Started (Quando termina no senhor de Yale)
Annie (Liana Liberato – Perseguição Implacável) é uma adolescente de 14 anos, que após ganhar um notebook de aniversário de seu pai, começa a teclar com Charlie (Chris Henry Coffey – Trama Internacional), um rapaz aparentemente com boas intenções, que diz ter 16 anos.
Durante os dois meses em que se falam virtualmente, por mensagem e ligações, Charlie revela ter 20 anos e algum tempo depois, diz ter na verdade 25. Deixando nossa protagonista frustrada, mas que ainda assim, vai adiante. No dia em que o irmão de Annie vai para a faculdade, se aproveitando da ausência de seus pais, a garota aceita o convite de Charlie e marcam um encontro, para finalmente se conhecerem, no shopping. Quando Annie coloca os olhos nele, sofre uma grande decepção, pois é bem mais velho do que havia dito, tendo idade para ser seu pai!
Por ser um homem experiente e com boa lábia, Charlie consegue dobrar a garota, que acaba aceitando entrar em seu carro. Aliás, nessa parte da história, ficamos um tanto espantados com a facilidade ao qual a adolescente se deixou levar. Seria ela tão sonsa e inocente assim?
Após o ocorrido, o rapaz desaparece, deixando Annie com um grande ponto de interrogação. Por intermédio de uma amiga, o ocorrido vira caso de polícia e Annie se recusa a aceitar que falem mal de Charlie, por ainda nutrir sentimentos por ele e mais ainda, por não conseguir ver as coisas como de fato são. Nessa parte do filme, até ficamos com raiva da protagonista, pois só ela não enxerga a realidade dos fatos, ficando contra todos e inocentando a todo momento, o comportamento de Charlie.
Em contrapartida, temos um grande destaque para outro personagem, sendo seu pai, Will (Clive Owen – Filhos Da Esperança), que se torna um paranóico, querendo encontrar a qualquer custo, o homem que “brincou” com sua filha. Ao assistir o trailer, pensamos na protagonista como uma vítima sofrida, quando na verdade, ela não se sente assim – pelo menos até certo momento -. Já seu pai, sofre em dobro, especulando coisas horríveis que podem ter acontecido com ela.
O interessante da trama, é que abordam um tema muito polêmico, que sem sombra de dúvida, acomete muitas jovens por aí, adolescentes que não se dão conta do perigo, até o pior acontecer.
O intuito do filme, não é transmitir a sensação de problema resolvido, mas sim justamente dizer que problemas como esse, não se resolvem do dia para a noite. Além de muitas vezes o culpado nunca ser punido, podendo ser qualquer um, até mesmo aquele cidadão atravessando a rua de semblante inofensivo. Então a mensagem a ser transmitida aqui, é: Cuidado! Cuidado com quem você fala, com quem se envolve e mais ainda, em quem se confia!
Fazia muito tempo que eu não me deparava com um suspense tão incrível! Nesse filme, temos aquela típica história da mocinha que vive sozinha numa casa isolada e é aterrorizada por um assassino psicopata. No entanto, o diferencial desse aqui, está especialmente interligado a uma característica muito peculiar da protagonista, que adivinhem só, é deficiente auditiva! 😮
Na maioria dos filmes de terror e suspense, temos muitos gritos com aquela trilha sonora tenebrosa de fundo, não é mesmo? Pois nesse aqui, é possível também ficarmos aflitos mesmo na ausência de tudo isso, já que somos conduzidos pela mesma perspectiva da personagem, que não ouve absolutamente nada! E acredite, não saber o que se passa à sua volta, é mesmo uma das piores coisas que podem acontecer! Imagine o quão agoniante seria, você saber que tem um assassino fazendo de tudo para entrar na sua casa, com você impossibilitado(a) de ouvi-lo para tentar se proteger?! Essa foi a primeira vez que assisti algo assim! Simplesmente fantástico!!
O assassino interpretado pelo ator John Howard Gallagher Jr (Rua Cloverfield, 10), leva poucos minutos para perceber que sua próxima vítima não pode ouvi-lo e decidi se divertir com isso, torturando-a psicologicamente. Não há explicação para sua maldade, nem muito menos sabemos como ele foi parar ali, mas isso também é o menos importante.
Quando começou a desenrolar a perseguição, logo deduzi que o filme inteiro seria em torno disso e pensei: “Como ficará só nisso, sem perder a graça?” Ahh, essa pergunta foi respondida com louvor a cada cena em que eu ficava cada vez mais presa à trama! Não há como não se sentir na pele de Maddie (Kate Siegel – O Espelho),que sabe que não tem a menor chance de sobrevivência, mas mesmo assim, continua tentando escapar de várias maneiras. Sabemos que obviamente ela não irá morrer (pelo menos não tão cedo) por ser a protagonista, mas ainda assim ficamos com aquela dúvida de final feliz tamanha sua grande desvantagem.
O filme é incrível e está disponível no Netflix. Super recomendo!!!
Em continuação do post Bienal do Rio 2015 trago o restante da entrevista, com as autoras nos contando, como foi o processo de publicação de seus primeiros livros. Estão preparadas? Então vamos lá!
Processo de Criação
1- Como foi começar a escrever seu primeiro livro, você imaginava que fosse fazer tanto sucesso?
Camila: Apesar de ser uma leitora compulsiva, eu nunca imaginei que um dia seria escritora, não era algo que se passava em minha cabeça e nunca havia escrito nada com essa finalidade, mas ao passar por um problema pessoal, resolvi usar a literatura e a escrita como forma de suprir a tristeza que sentia naquele momento. Foi algo natural. Na verdade, eu encontrei na escrita uma forma de ocupar a cabeça, foi então que comecei a colocar no papel algumas ideias que tive. Meu primeiro livro, O amor não tem leis, surgiu da paixão que tenho pela faculdade de Direito, onde estou prestes a me graduar. As leis, somadas a predileção por livros eróticos foi meu ponto de partida, e dali surgiu a história de Clara e Ferraz.
Carine: Quando comecei a escrever O Penhasco, sequer sabia se iria conseguir concluí-lo, o que aconteceu depois foi simplesmente incrível!
2- Agora que está sendo bem visada e conquistando cada vez mais fãs, possui uma pressão da editora para que escreva mais livros?
Camila:Não. Eu tenho alguns projetos que pretendo colocar em ordem assim que terminar a faculdade, e apesar da editora estar ciente de todos eles, eu tenho liberdade para trabalhar conforme minha inspiração.
Carine: No momento me cobro mais pelos leitores, não quero deixa-los esperando muito tempo pela continuação.
3- Como é a relação com a editora? Te dão total liberdade para escrever sobre o que quer ou antes da publicação alteram seus manuscritos?
Camila:Em todas as três publicações eu tive total liberdade para trabalhar. O livro foi editado, é claro, mas nada que influenciasse no enredo da história e em minhas ideias originais.
Carine: Sim. Possuo total liberdade mas o livro sempre passa por uma revisão, é de praxe.
4- Como foi a sua empreitada até receber o contato da editora e publicar seu primeiro livro?
Camila:Tudo aconteceu muito rápido. Levou um bom tempo para eu acreditar que tudo que estava acontecendo era real. Eu comecei a escrever em novembro de 2013, e em fevereiro recebi o grato e inesperado contato da Suma de Letras para publicação. Nunca pensei que um dia faria da escrita um passatempo, ou que até mesmo seria uma profissão. Com a insistência de um grupo de amigas publiquei os primeiros capítulos no Wattpad, e me surpreendi com o retorno que recebi. Há um ano as leituras não alcançavam números estratosféricos como agora. Era muito difícil manter os leitores presos à história, por isso eu simplesmente não acreditei quando os capítulos postados alcançaram mais de 100 mil leituras. Eu escrevia por paixão, por paixão aos romances, às histórias de amor e amizade, nunca imaginei que um dia seria publicado, e nem passava pela minha cabeça que esse convite surgiria da Suma de Letras, uma editora que já fazia parte da minha estante. Ao todo demorou cerca de 7 meses desde a conclusão do livro até sua chegada às livrarias.
Carine: Comecei a fantasiar com um certo Penhasco antes de dormir e estava numa fase de ler vários livros seguidos, até que decidi escrever o meu próprio, mas apenas para ver se conseguiria concluir. Acabou sendo uma grata surpresa, porque não apenas virou uma trilogia como muitas pessoas elogiaram e me estimularam a seguir em frente. Antes de decidir publicar o livro físico, postei a história no wattpad e me surpreendi com as mais de 100 mil leituras, ainda mais sendo um livro de fantasia.
Foi o carinho dos leitores que me deu a coragem que eu precisava para enviar o original as editoras. Após registra-lo na BN entrei em vários sites e vi quais eram os requisitos de cada uma para receber manuscritos. Umas levaram meses para retornar, outras estou esperando até hoje rs. E algumas pagas e não pagas me deram retorno positivo. Até que veio a Cadmo, e foi a proposta que me pareceu mais interessante.
O processo todo, desde o envio até receber o meu bebê nas mãos levou cerca de um ano.
5- Quais autores você mais gosta?
Camila:Nossa, fazer essa pergunta a um leitor compulsivo é praticamente uma tortura (risos). Sou muito eclética, leio de tudo um pouco, mas, atualmente ando lendo muitos autores nacionais: Juliana Parrini, Babi Barreto, Biia Rozante, Bianca Briones. L.M. Gomes e Manu Torres são alguns exemplos.
Carine: Érico Veríssimo, Lauren Kate, Heather Gudenkauff, Carlos Ruiz Zafon, Gabriel Garcia Marques… São tantos. rs
6- Quais livros e filmes são seus preferidos?
Camila:Romance para ambos, mas nos filmes, também gosto muito das adaptações de H.Q. Marvel são os meus preferidos.
Carine: Não consigo escolher favoritos, então vou dizer os que me marcaram:Harry Potter, Fallen, O Peso do Silêncio, Depois daquela viagem… Filmes: Gladiador, Troia, Senhor dos Anéis, Titanic…
7- O que você gostaria de ser, caso não fosse escritora?
Camila:Delegada de Polícia (sou assessora de um rs).
Carine:Eu trabalharia em Hogwarts rs.
8- Pretende publicar mais quantos livros? Ainda tem muitas ideias para histórias futuras?
Camila:Tenho muitas, pelo menos umas 10 esperando um pouco do meu tempo, e se Deus permitir, quero publicar todas.
Carine: Pretendo publicar muitos ainda. Somente de ideias para novas histórias possua umas dez ou doze arquivadas só esperando para nascer.
9- Qual livro você mais gostou de escrever? E por quê?
Camila:Eu amo todos (dúvida cruel rs). Apesar de O amor não tem leis ter sido minha primeira história, eu tenho um carinho imenso por 8 segundos. Pela história se passar no interior do país, recordei muita coisa da minha infância e juventude, como os rodeios, por exemplo, os quais eu sempre frequentei. Também tive ajuda do meu pai, que me deu diversas dicas a respeito da vida no campo, já que ele passou boa parte de sua vida morando na Fazenda. Por isso, eu gosto muito dessa história, por ter mexido com minhas lembranças.
Carine: Gostei muito de escrever Olhar de Fogo porque o fiz enquanto postava os capítulos no Wattpad e diferente de O Penhasco, eu não fazia ideia do que iria acontecer. Apenas fui deixando fluir, o que foi bem interessante.
10- Para você, qual o melhor lugar para escrever? E qual momento costuma lhe ocorrer mais inspiração?
Camila:Sou um pouco desorganizada quanto a isso. Eu escrevo em qualquer lugar e a qualquer hora. Não necessito de uma preparação ou algum local específico para escrever.
Carine: Eu sempre escrevi no meu quarto, trancada com um balde de café. rs A inspiração as vezes aparece sem explicação, mas na maioria das vezes flui nos dias em que estou de bem comigo e com a vida.
11- Possui ambição de se igualar a algum escritor que lhe serve de inspiração no momento?
Camila:Acredito que, todo profissional deseja crescer cada dia mais e se aperfeiçoar naquilo que faz. E é isso que desejo, aprender com todas as experiências que estou vivenciando e também melhorar minha escrita. Se isso me levar ao patamar de um algum escritor que admiro será consequência, e não algo que eu almejo.
Carine: São tantos autores nacionais fazendo sucesso que fica difícil escolher um só rs. No momento minha ambição é conseguir uma editora maior que me ajude a conquistar cada vez mais leitores e é claro, que gostem cada vez mais das minhas histórias.
Gostaria de agradecer a Carine Raposo e a Camila Moreira pela colaboração e disponibilidade, em responder esse questionário, lhes desejo muito sucesso meninas!!!