Publicado em Cotidiano

Quarentena City

A quarentena está dividindo a sociedade em dois grupos. Temos o time “Fique em Casa” e o “Não vejo a hora de poder sair de novo”. Não que um time não tenha um pouco da característica do outro, a diferença está apenas na dosagem de cada um.

O time “Fique em Casa” é composto por aquelas pessoas extremamente rígidas que seguem ao pé da letra as regras. Não cedem por nenhum motivo, causa ou circunstância. Para eles, o contato humano com alguém fora do seu habitat é como se fosse uma sentença de morte para si mesmo e para os demais.

Já o time “Não vejo a hora de poder sair de novo”, acredita numa possível flexibilidade. Exceção é o seu primo distante que vez ou outra teima em lhe visitar. Até quatro pessoas não considera perigoso, desde que, todos os presentes tenham se higienizado e honrado a palavra de estar, fora dali, cumprindo. Visto pelos “Fique em Casa” como um bando de irresponsáveis, este grupo diz apenas não querer surtar. Para eles estar vivo sem vida, não é viver. A pequena aglomeração não é um público e ficar em casa não quer dizer viver em cativeiro.

Para o primeiro grupo, a liberdade e o direito de ir e vir não existe mais. Confinamento acima de tudo, mesmo que esse comportamento esteja próximo de estar morto. Sem vida, sem alegrias, sem qualquer atividade, apenas esperando.

Para o segundo, em tudo isso há um pouco de exagero. Se todos estão tomando os devidos cuidados, por que haveria de ser tão perigoso como dizem? Se consideram tão cautelosos quanto o primeiro grupo, ainda que pareçam mais rebeldes.

Moral da história: Ambos os grupos merecem e precisam ser respeitados e libertados deste cenário de convívio.

E você? Até que ponto a quarentena está influenciando nos seus pensamentos? No seu comportamento? Nas suas amizades e na sua sanidade? Você está conseguindo controlar tudo o que sente? Vamos, me diga, a qual grupo você pertence?